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quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Homem e o Jovem Lycan


Muitas eras atrás, em terras longínquas havia um jovem lycan que acabara de descobrir seu potencial. Os moradores da vila onde vivia este jovem se revoltaram contra ele pelo simples fato dele ser um lycan, pois ali na vila tudo que não fosse do cotidiano era atribuído a forças demoníacas.

Os aldeões afugentaram o jovem da vila e este foi por uma estrada bem rústica. Quando se cansou, sentou-se sobre uma pedra à margem da estrada e pôs-se a pensar sobre o ocorrido. Passado algum tempo ele avista uma figura de um homem, com medo de ser perseguido, se esconde atrás da pedra, mas o homem já o tinha visto e estava caminhando em sua direção dizendo:

- Não tenhas medo, nada te farei!

O jovem curioso pergunta:
- Por que não queres me matar como os outros aldeões?

O homem responde simplesmente:
- Não sou daqui! Mas por que querem te matar?

O jovem um pouco receoso diz:
- Sou uma aberração! Eles acham que só por que sou diferente vou lhes fazer mal.

O homem estava tão curioso que não se conteve e perguntou:
- Diferente como?

O jovem entristecido disse:
- Sou um Lycan!

E assume sua forma lycan ali na frente do homem que continua como se nada de diferente tivesse ocorrido.

O jovem estava abismado com a reação do homem e questiona:
- Por que não se assusta e foge como as outras pessoas?

O homem com um olhar sério e sincero diz:
- Por que eu deveria?

O jovem chocado responde aos berros:
- Acabei de dizer que sou uma aberração, me transformei num animal e você ainda me pergunta: Por quê?

O homem com apenas um olhar fez com que o jovem se calasse e o ouvisse:
- Sim, pois aos meus olhos e aos olhos de muitas pessoas você não é uma aberração e sim um ser que não se autocompreende ou apenas não quer se compreender.

O jovem estava tão assustado com a resposta que sentiu como se acabasse de receber um soco. E o homem ainda diz em seguida:
- Agora se anime, e vá pra casa para junto de sua família!

Um ar de tristeza e desolação toma conta do garoto que diz:
- Meu pai desapareceu há muitos anos e seu corpo nunca fora achado, minha mãe adoeceu no ano passado e faleceu dois meses depois e quando me expulsaram da vila atearam fogo à minha casa dizendo que era um lugar amaldiçoado.

O homem compartilhando da tristeza do jovem diz:
 - Então o que pretende fazer daqui em diante?

O jovem sem esperanças diz:
- Fazer o quê? Ficarei por aqui esperando a morte chegar.

O homem já enfurecido dá um soco no rosto do jovem que se transforma novamente naquele instante, mas ao tentar atacar o homem é dominado e o escuta dizer:
- Como se eu fosse deixar você morrer aqui!

Então ele arremessa o jovem lycan e começa um processo de transformação como se ali fosse ocorrer uma luta.


CONTINUA...

Autoria do grande amigo, Hugo Antônio.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um Pouco Sobre Lupinos... Tensões



Lupinos não são necessariamente criaturas passivas. Suas caçadas são levadas pelos instintos. Uma alcatéia de lobisomens procura agressivamente por possíveis ameaças a seu território, toma a iniciativa e caça sua presa ativamente, para não ser caçado por sua vez.

Mas isso não quer dizer que os lobisomens sejam sempre caçadores. Muitas vezes somos presas, na verdade as somos o tempo inteiro, seja de humanos ou de outros lobisomens rivais, sempre há alguma coisa estranha e aquele medo que nos faz pensar que somos caçados em nosso próprio território, ou pior, descobrir que nossos familiares e entes queridos são os alvos. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Puritanos e as Bruxas de Salem


 
Massachusetts foi uma colônia britânica na América do Norte fundada por puritanos descontentes com a Igreja Inglesa. Suas posições calvinistas eram mais conservadoras do que as de outros grupos protestantes.

Os puritanos desejavam uma Igreja forte que tivesse poderes civis. Esse ideal gerou leis como a de que somente os membros da Igreja Puritana tinham direito ao voto a cargos públicos. Em Masschusetts tornou-se obrigatória à presença da Igreja nas cerimonias oficiais do Estado. Além disso, os novos credos passavam pela aprovação da Igreja e do Estado, e a desobediência às rígidas normas doutrinais era punida conjuntamente.

A característica autoritária dessa associação Igreja-Estado desembocou numa perseguição implacável a todas as formas de contestação reais ou imaginárias. Em 1692, na cidade de Salem um grupo de adolescentes acusou várias pessoas da comunidade de enfeitiça-las, dando inicio a um surto de bruxaria. Apesar de esse tipo de acusação ser comum no período de Salem, os acontecimentos levaram a cidade à histeria coletiva. Tudo era atribuído às ações do demônio: moças que olhavam pelo chão aos gritos, pessoas que caiam doentes sem causa aparente ou que não acordavam pela manha, animais que morriam e até as árvores que secavam.

Os acusados eram convocados a comparecer diante de um juiz que colocava frente a frente com seu acusador. Era comum as moças “enfeitiçadas” terem novo ataque histérico diante do réu. Os “bruxos” eram enviados à prisão e examinados, pois se acreditava que intimidades com o demônio deixavam marcas no corpo, como tumores, manchas, polegares deformados, etc.

As acusações atingiam pessoas de todos os níveis, ate mesmo as que gozavam de alto prestígio social. Submetidas à tortura, muitas confessavam ter relações com o demônio e haver realizado feitiços. Tais acontecimentos faziam parte de um mundo cristão, cuja crença nas forças do mal e sua ação efetiva no mundo eram incontestável. Sem duvida, contribuíram para o episodio de Salem as inflamadas pregações dos pastores como Cotton Mather, autor de um dos mais influentes livros do período, “As maravilhas do mundo invisível”. No livro, ele descreve com minúcias as forças malignas que incidiam sobre o mundo.

O caso de Salem recebeu diversas explicações. As de caráter psicológicos enfatizaram a supervalorização demoníaca de conflitos comuns, como entre pais e filhos, por exemplo. Também ressaltaram que, numa vida extremamente regrada pela dura doutrina calvinista, a possessão demoníaca era uma porta de saída.

Outras abordagens ressaltam as tensões sociais internas das colônias, onde acusar um rival tinha grande peso e efeito politico. Além disso, a Nova Inglaterra vivia em estado de tensão decorrente dos conflitos entre indígenas e puritanos. Muitos colonos haviam sido mortos ou capturados. Também foram colocados questão as frustações dos protestantes, que esperavam construir na América um mundo regido pelas leis de Deus e da Bíblia.


Independentemente do que as originaram, as tensões permaneceram.

Os pastores puritanos viram no surto de bruxaria um modo de recuperar o controle e o entusiasmo do grupo, atribuindo todos os problemas a atuação do demônio. O saldo final dos acontecimentos de Salem foi à prisão de mais de duzentas pessoas e a execução de seis homens e de quatorze mulheres.


Fonte: Ser Protagonista História 2° Ano por Fausto Henrique e Marcos Alexandre. SM EDIÇÕES

domingo, 20 de maio de 2012

Anúbis, O Chacal.






Anúbis é o deus da morte, da mumificação e do submundo. Sempre representado por o corpo de um homem e a cabeça de chacal em posição de esfinge, também conhecido como Anupu, Anpu ou Inpu. Tem os seguintes títulos no Egito Antigo: "Senhor da Necrópole", "Senhor da Terra Santa", "Senhor do Oeste", entre outros.

Osíris foi quem Anúbis mumificou primeiro, pois seu irmão Seth o despedaçou. Os sacerdotes de Anúbis, chamados de “stm”, sempre usam mascaras durante os rituais de mumificação.

Anúbis é comparado a chacais por estes perambularem pelos cemitérios. O chacal de Anúbis era preto para simbolizar a cor dos corpos mumificados. Os egípcios sempre o identificam por “sab” o chacal, mas alguns falam “animal de Anúbis” para dizer que é uma especia desconhecida. As cidades dedicada ao deus, geralmente tem muitas múmias e cemitérios de cães.

O Chacal era quem presidia os embalsamentos, também era o protetor das tumbas, quem levava os mortos ao julgamento e os conduzia para o além.

Anúbis é filho de uma união extraconjugal de Néftis, sua mãe, com Osíris, seu pai. Néftis teve uma briga com Seth, por raiva disso passou-se por Isis a esposa de Osíris e assim teve relações com Osíris, mais tarde para Seth não descobrir Néftis deixou seu filho no pântano e Isis o achou e o criou longe de Seth. Anubis é pai de Kebechet.

Depois de invasões Gregas e Romanas, mais tarde o Egito tornou-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram “expulsos”, entre eles Anubis, que depois de um tempo, formaria junto de Hermes um hibrido conhecido como Hermanubis.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Um Lobisomem em São Paulo


Na divisa de Mauá com Santo André, na cidade de São Paulo, há muito tempo existia uma fazenda só, mas o proprietário morreu e a fazenda foi dividida em duas. As duas filhas do falecido, Sonia e Silvia, ficaram com uma parte pra cada da fazenda, mas nas redondezas da fazenda também tinham moradores.

Eles sempre trancavam tudo, pois acreditavam que os uivos à noite eram de um lobisomem que rondava o local toda semana de lua cheia e assim percorria todas as casas em busca de uma fresta pra entrar e pegar sua vítima. Muitos quando acordavam de manhã saíam de casa pra começar a fazer suas tarefas e viam marcas de garras feitas em alguns locais da casa, assim se lembravam de barulhos que ouviram de madrugada por perto.
           
Anos se passaram e isso não foi esquecido, foi tomado como uma lenda. Sonia e Silvia morreram, não tinha mais quem cuidasse das fazendas e assim começaram a construir casas no lugar e os bairros foram chamados de Sonia Maria e Silvia Maria.

Durante o dia as crianças se reuniam em alguns lugares pelos dois bairros para brincar, mas alguns dos meninos sempre reviviam a lenda entre eles e ninguém nunca acreditava, era só pra meter medo, mas um entre eles sempre falava mal dos lobisomens, dizia muitas vezes que não existia e ficava tirando sarro, ninguém além dele fazia isso.

O menino estava voltando para casa sozinho naquela noite, preferiu ficar até tarde brincando e assim foi tarde da noite pra casa, no meio do caminho começou a ouvir barulhos, ficou com medo mas continuou andando normalmente, até que ouviu um rosnado muito perto e não se conteve, começou a correr até chegar em casa.

Todas as noites os moradores trancavam suas casas para irem dormir, mas não com medo do lobisomem, não acreditavam mais nisso e sim por segurança contra ladrões.

Naquela noite o garoto por sorte conseguiu chegar em casa e sua família trancou tudo e perguntou o porquê de estar apavorado, mas ninguém acreditou ser um lobisomem, riram dele. E durante a madrugada todos ouviram barulhos muito fortes nas paredes do lado de fora da casa. Na manhã seguinte viram as garras nas paredes, e assim voltaram a acreditar na lenda do lobisomem. Ficaram bravos com o menino por mexer com uma lenda antiga e caçoar do que não se conhece.

Assim que informaram os outros moradores, todos riram e ninguém acreditou, como sempre. Na noite seguinte mesmo ninguém acreditando algumas pessoas ficaram pensativas e trancaram tudo mais cedo e chamaram suas crianças pra entrarem mais cedo também, não queria ninguém assustado com imaginação fértil essa noite, já outras pessoas não se incomodaram, mesmo a semana de lua cheia não tendo terminado.
           

Uma mulher nova e bonita estava voltando do trabalho, ela sabia da “brincadeira” que contaram hoje sobre o lobisomem e não se importou, estava voltando apé e sozinha pra casa e na sua mente confessava que estava assustada, pois estava tudo apagado no bairro, mesmo tão cedo. Quando ela estava chegando passou perto do banco público e ouviu um rosnado forte bem do seu lado, olhou e levou um susto, nem pensa e já está correndo em direção à sua casa.

Gritando ela chega em casa, pede as pressas que a mãe abra o portal e a senhora de idade faz, quando vai perguntar o porquê de tanta gritaria, sua filha desmaia no quintal por ter tomado um susto muito grande.

No dia seguinte a mulher acorda ainda assustada e quando se levanta vai a cozinha conversar com a mãe, e assim lhe informa que viu um lobisomem em cima do banco pronto para atacá-la, mas segundo sua mãe nada a seguiu.

Essa é a lenda do lobisomem, que corre faz anos na boca dos moradores de Silvia e Sonia Maria, a lenda corre como uma incógnita, pois ninguém sabe se acredita ou não, apenas lembra de não brincar com o que esta quieto.

 L. Wolf

Espero que tenham gostado dessa lenda, foi contada pra mim há alguns anos onde eu morava antigamente. Se alguém morar por lá e tiver ouvido uma versão diferente, deixa um comentário sobre, essa lenda é tão antiga que já deve ter umas dez versões, ou pessoas de lá que nunca ouviram.
           

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lobos podem amar.

O sol começa a nascer irradiando-se e alastrando sua luz por dentre a floresta. Minhas orelhas conseguem ouvir os rangidos de patas na neve. Hoje é o primeiro dia da primavera. Ainda há neve, muita neve para derreter.

Estou imóvel dentro da floresta, deitado no solo, sentindo meu focinho gelado fungando e ouvindo as patas de alguém. Levanto-me farejando o que é, parece um cheiro familiar. Os troncos das árvores estão mais iluminados e as folhas pingando água.

Seu cheiro me atrai, um cheiro intenso; suas patas são tão parecidas. Ela não está longe, mas as árvores atrapalham minha visão. O sol brilhando forte em meus olhos já acostumados com os dias escuros de neblinas. Encontro-a, está imóvel no meio da floresta, observando algo que eu não posso enxergar. Tem uma pelugem branca, olhos dourados, orelhas pontudas e alertas, respirando ofegante, está cansada, belos traços. Seu cheiro torna-me curioso. O vento começa a soprar, ela começa a farejar algo, eu não sei o que é mais de longe e em silencio a sigo, perseguindo seu doce cheiro. Silencioso vou atrás dela. Ela parou. Quieta procurando um rumo a tomar, parece perdida. Está olhando pro horizonte na beira do mar.

O ritmo do compasso de meu coração parece acelerar, eu queria conhecê-la, saber donde era. Por que isso agora? Eu desconheço esse sentimento, pois é a primeira vez que o sinto. Vou me aproximando dela, lentamente marcando minhas pegadas agora na areia. O que ela quer na praia?

Ela solta um uivo alto e longo, um uivo que eu não entendo, parece de dor. Por que uivaria para o mar sem nada ver ali? Paro a um metro de distancia dela, ao se virar a sua reação parece surpresa, ela não esperava estar sendo seguida. Queria saber pedir perdão. Afasto-me um pouco, mostrando meus gestos. Ela mostra seus dentes, em posição de ataque. Eu não sou inimigo! Ela não parece acreditar em mim.

Resolvo me aproximar, ela corre pra perto tentando cravar seus dentes em mim, sinto meus músculos dobrarem com rapidez, o compasso aumenta. Agora sinto desespero e ao mesmo tempo aquele sentimento já mais despertado dentro de mim. Ela errou por sorte minha. Levanto-me tentando chegar perto novamente ela diz pra ficar longe, mas eu não consigo, eu quero estar ao lado dela. Aos poucos ela vai afastando-se de mim, com as presas prontas para matar, ela está se acalmando quando vou chegando mais perto, cada vez mais, até poder sentir sua respiração. Ela esconde as presas e as garras de mim, rendendo-se.

Minha pelugem castanha esta roçando em sua pelugem tão branca e macia, seus olhos dourados estão cautelosos observando-me, a cada movimento, eu quero confiar nela, fecho meus olhos, encosto minha cabeça a sua, chego a seu pescoço, meu coração dispara, o compasso já esta todo errado, meu sangue fervendo nas veias, correndo por todo meu corpo. Um abraço. Ela é especial.

Roço meu rosto agora tão cheio de carinho em seu pescoço sinto que ela não entende muito, mas eu também não. Pela primeira vez eu senti meu próprio coração diferente, eu senti um sentimento desconhecido. Quantos sentimentos, nós lobos podemos ter?

Agora só sei que eu a quero, pra sempre, está na hora de eu um lobo, não ser mais solitário. O vento bate em nossos pêlos, o sol iluminando o dia, as ondas do mar agitando-se, então ela entende-me e corresponde ao meu abraço, ao meu carinho. Desejo que me aceite. É a única coisa que quero, para sempre.

Observar o horizonte, o mar, e o primeiro dia de primavera é comprido pra mim, ao lado dela, tudo parece diferente. Aventurei-me por ela, por esse sentimento, a adrenalina, seu cheiro. Agora ela confia em mim. Aceite-me é o que peço e sou correspondido. Posso não entender, mas ela é tudo que eu quero. Ela é tudo que desejei e para o fim da vida foi feita minha escolha, minha amada. Solto um uivo ao seu lado, um uivo cheio de felicidade. Eu pude descobrir o sentimento mais puro de um lobo.

 

Lobos podem amar.

L. Wolf


terça-feira, 3 de abril de 2012

São Brás... Lobos e outros Animais Selvagens

Sempre que pensamos em São Brás, lembramos da sua “benção as gargantas”, mas poucos realmente sabem de suas “conversas com Lobos”. Existem milhares de lendas extraordinárias ao redor deste santo homem que no auge de sua vida terrena, foi muito mais do que uma simples “lenda”, mas sim um grande herói em sua fé em Cristo.

Hoje temos São Brás como um bispo do séc III que depois de passar por terríveis tormentos, entregou sua vida à fé. Como já dito, boa parte de sua vida foi tida como uma lenda, para assim atribuir ao santo uma visão mais espiritual, no entanto, sabemos que ele sempre foi um homem milagreiro.

Há uma lenda sobre São Brás que mostra que seu carinho ia muito além dos homens cristão. Diz-se que uma mulher testemunhou o momento em que seu leitão foi levado por um lobo e foi diretamente a São Brás retratar deste triste fato. São Brás foi até o Lobo e exigiu o retorno do leitão à sua dona, alertando ao animal sobre as penalidades que um ladrão poderia sofrer. O lobo então devolveu o leitão à mulher e ao santo foi atribuído o poder de persuasão dos animais.

Posteriormente, quando São Brás foi preso, essa mesma mulher e o lobo foram prestar auxílio ao homem santo, alegando que ele fez com que o animal compreendesse o ato delituoso.

Por seus atos santos, São Brás foi incluído na lista dos Quatorze Santos Auxiliares, homens e mulheres santos que são intercessores de todos os tipos de doenças e loucuras que podem acometer aos viajantes.

Brás foi  preso por refugiar-se numa caverna, cuidando de animais selvagens e levado preso por caçadores; torturado e decapitado por não negar à Cristo. Em suas últimas palavras disse: “... embora eles queiram matar-me... Confiarei em Ti!”

São Brás é Padroeiro dos animais selvagens, dos Veterinários e protetor das enfermidades de garganta. Sua festa é celebrada no dia 03 de Fevereiro.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Escuridão (Darkness)

Sonhei e não era propriamente um sonho.
O sol se apagara, as estrelas vagavam opacas no espaço eterno.
(Perdidas, não cintilavam mais)

A Terra, gélida e cega, oscilava obscura no firmamento sem luar;
Lampejos abriam as trevas, mas o dia não retornava.
Apavorados, seres humanos abandonavam suas paixões.

Naquela devastação e percorridos por calafrios, desunidos corações,
- em egoísta prece – clamavam pela claridade.
Súditos e reis ocupavam o mesmo lugar,
Palácios e choupanas crepitavam em imensa fogueira;
Cidades inteiras foram destruídas.

Ao redor de suas moradas em chamas, os homens se entreolhavam.
(Ah, viver no interior das crateras dos vulcões!)
O mundo em convulsão;

Florestas abrasavam em trincados e estrondos de troncos.
(No infinito, o negrume.)
Cadáveres brotavam na superfície,
Relâmpagos cortavam o tétrico cenário.

Alguns ocultavam os olhos horrorizados, em pranto;
Alguns apoiavam o queixo nas mãos, num esgar patético,
Outros andavam numa e noutra direção ateando fogo ao monturo funéreo;
Sondavam enlouquecidos e inquietos e céu abafado, mortalha de um mundo perdido;
Esbravejavam, lançavam-se ao chão, rangiam os dentes, urravam.
Aves selvagens guinchavam aterrorizadas batendo, em vão,  as asas.
(Até caírem por terra).
As mais horrendas feras aproximavam-se – mansas, trêmulas;
Víboras rastejavam multiplicando-se em meio à multidão
- desprovidas de chocalhos, assobiavam mortas de fome.

A Guerra findou, saciada em melancólico banquete sangrento.
Amantes não tiveram a chance da despedida.
A Terra era só um pensamento: a iminente e inglória Morte,
Apascentando-se das vísceras humanas.

Defuntos em ossos e carnes insepultos.
A voragem miserável obrigava até os cães a devorarem seus donos.
Exceto um, fielmente atado à coleira – latindo, protegia
Pássaros, feras e homens desamparados.
Habituar-se-iam à penúria,
Ou a Morte os subjugaria com sua poderosas mandíbulas.

O cão tentou encontrar alimento.
Num lamento, lúgubre, infindável,
Chorando, solitário, lambia a mão do dono, inerte e indiferente ao afago.

Duas cidades sobreviveram.
A contenda se deu junto às brasas do altar.
Objetos sagrados eram profanados.
Legiões de cadáveres lutavam na penumbra,
Erguendo as esqueléticas e frias garras.
Monte de cinzas impelidas no sopro derradeiro
(burlesca imitação da vida).
Olhos desorbitados sobressaíam à pálida luz restante.
Figuras hediondas guinchavam e sucumbiam irmanadas.
Irreconhecíveis semblantes esculpidos pelo demônio.
O mundo – um vácuo -
Tão somente solidão. E a massa informe.

Primavera não, nem outono ou inverno; nem verão...
Ausência de árvores, de pessoas, de vida.
A Morte – caos da horripilante argila humana.

Restaram os oceanos, os rios, os lagos em cujas profundezas
Os navios apodreciam, os mastros despencando em pedaços.
Jaziam para sempre no abismo sem ondas.
A lua amante e amada, exalara antes.
Os ventos secaram no ar estagnado,
As nuvens pereceram.
Escuridão absoluta.
Trevas.

Adaptação do poema Darkness, de Lord Byron

segunda-feira, 26 de março de 2012

Anjos da Noite - A Rebelião


O terceiro filme da saga anjos da noite, mas mesmo sendo o terceiro, ele no caso mostrara o inicio de toda a trama. A historia dos vampiros e lycans volta no tempo para nos mostrar o começo de tudo isso, mil anos antes e duas raças deram origem a partir o primeiro imortal, Alexander Corvinus, um nasceu diferente do outro.

Os lycans vieram da linhagem bárbara de William e os vampiros vieram da linhagem de Markus, com uma aparência menos brutal e mais humana se transformaram em elegantes aristocratas.

Quando uma lobisomem fêmea da luz a um bebe com aparência humana, Viktor o líder dos vampiros tem que escolher entre matar ou não a criança, no fim ele não mata e o nomeia de Lucian, o garoto se provou mais forte, muito mais inteligente e melhor que qualquer outro lobisomem. É capaz de assumir sua forma de homem ou sua forma de animal quando pretender.

Vendo isso, Viktor criou a partir de Lucian outros lobisomens e os escravizou, Lucian então era o favorito de Viktor, mas ele não aceitava ser submisso a eles e muito menos aceitava que sua raça toda fosse escravizada sem uma chance. Foi então que Lucian começou tudo, uma rebelião, ele fazer algo para isso acabar e a guerra verdadeira entre os vampiros e os lobisomens iria começar.

Mais não é só isso, Viktor tem uma bela filha chamada Sonja, que trai o pai dela por amar Lucian, assim temos um casal no meio de toda essa brutalidade, o que da pra descontrair um pouco e ainda sim deixar a trama mais interessante. É gravado num castelo antigo de pedra, com esculturas e símbolos celtas. O diretor diz que é o primeiro filme dele a onde ele constrói um castelo de pedra e com isso se sente bem animado, no filme todo a tonalidade azul ou verde é preferível e da realmente um ar sombrio, úmido e gelado as cenas feitas.

O filme é perfeito. É muito bem feito, não tenho do que reclamar desse filme, pois tudo me agradou e é um dos meus favoritos, espero que o gostem.

Lobos, Cães e Raposas...


Por Yuri Vasconcelos

Há várias diferenças, como o porte, os hábitos alimentares, a organização social e o comportamento em relação ao homem. Mas existe também muita coisa em comum entre cão, lobo e raposa: os três fazem parte da família dos canídeos, que inclui também o chacal, o lobo-guará, o coiote e o mabeco. No total, há 34 espécies de canídeos. São animais de porte médio e onívoros - preferem comer carne de outros bichos, mas, numa situação de escassez de alimentos, até encaram uma plantinha. Ao longo dos tempos, eles deixaram de ocupar apenas a América do Norte e se especializaram em caçar em planícies abertas. Os caní-deos de grande porte costumam viver em matilhas, enquanto os menores são chegados a uma vida mais solitária. Segundo os zoólogos, existe apenas uma espécie de lobo, o cinzento, dividida em várias sub-espécies - o cachorro doméstico é uma delas. Por serem parentes próximos, ambos da tribo Canini, cães e lobos podem até cruzar e gerar filhotes híbridos.

CONSULTORIA: ERIKA HINGST-ZAHER, ZOÓLOGA ESPECIALIZADA EM MAMÍFEROS DO MUSEU DE ZOOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)

Mundo cão
Dentro de todo cãozinho domesticado há um ancestral selvagem

Lobo

O lobo-cinzento (Canis lupus) é um canídeo selvagem, não domesticado, que vive em alcatéias, grupos liderados por um macho e uma fêmea adultos. Ele pode atingir 2 metros de comprimento e pesar mais de 60 quilos. As cerca de 15 subespécies habitam florestas ou planícies da Europa, Ásia, Estados Unidos, Canadá e Norte da África, mas, em alguns lugares, como o Japão, estão à beira da extinção por causa da perseguição do homem

Raposa

A raposa-vermelha (Vulpes vulpes) é a mais comum das 16 espécies de raposas. Depois do homem, ela é o mamífero terrestre com maior distribuição no mundo - está presente em 83 países dos cinco continentes. As raposas são animais de pequeno ou médio porte, cuja má fama (se o chamarem de "raposa", não é um elogio) vem dos ataques a animais criados em propriedades rurais. Elas vivem em todo canto, em locais tão diversos como florestas, pântanos, desertos e savanas

Cão

Dos três (cão, lobo e raposa), o cachorro (Canis lupus familiaris) é o único domesticado pelo homem, em um processo que começou há 135 mil anos. Os primeiros cães domésticos exerciam o papel de guarda e caça. As mais de 400 raças de cachorros que existem atualmente resultam da seleção feita pelo homem

Cara de um, focinho de outro
O que cães, raposas e lobos têm em comum

CÃES’ ANATOMY

As patas dianteiras dos canídeos têm quatro ou cinco dedos, e as traseiras, só quatro. A cauda comprida é usada na comunicação entre os indivíduos: os animais submissos, por exemplo, colocam o rabo entre as pernas diante do dominante. Já as pernas longas e a audição e o olfato apurados são resultado da evolução das habilidades desses caçadores

HERÓIS DA RESISTÊNCIA

Boa parte dos canídeos de médio e grande porte prefere caçar em grupo. Embora não usem o elemento surpresa nem sejam tão velozes quanto certos felinos, eles têm excelente resistência e acabam capturando suas presas pelo cansaço. Algumas caçadas podem se prolongar por dias

VELHOS CONHECIDOS

Os canídeos são dos mais antigos carnívoros do planeta. Os primeiros ancestrais viveram na América do Norte há 30 milhões ou 35 milhões de anos, quando os dinossauros já haviam sido extintos. Acredita-se que eles evoluíram dos miacídeos, uma família de mamíferos placentários e carnívoros já extinta

INVASÃO GLOBAL

Exceto na Antártida e em algumas ilhas da Oceania, os canídeos estão presentes em todo o mundo. A dispersão desses animais ocorreu cerca de 6 milhões de anos atrás. Eles atravessaram o estreito de Bering, que liga o Alasca à Rússia, e se espalharam pela Ásia, Europa e África. À Austrália, chegaram levados pelo homem

Feito cães e gatos
Da pata ao focinho, veja as diferenças entre canídeos e felídeos

• As garras dos felídeos são retráteis, e as dos canídeos não. É isso que faz com que os felídeos subam em árvores - coisa que os canídeos não fazem

• A boca dos canídeos tem de 38 a 42 dentes, enquanto a dos felídeos tem, no máximo, 30. A redução do número de dentes aumenta a potência da mordida, um traço importante nos felinos, animais que só se alimentam de carne

• Felídeos e canídeos são da ordem carnívora, mas os felinos pertencem à subordem felifórmia, enquanto os canídeos são da subordem canifórmia

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Diário de um Lobisomem Banana - Tim Collins

Divulgação
Depois de O Diário de um Vampiro Banana e O Diário de um Vampiro Banana 2 – Príncipe da Tansilvânia, Nigel está de regresso. Ou melhor, o seu amigo Luke Thorpe, que é quem escreve este diário e que tem uma particularidade: é um Lobisomem. No entanto, e ao contrário do que é habitual, não há uma guerra entre Lobisomens e Vampiros, já que ambos são amigos e acabam por viver uma aventura para contar. Editado pela Booksmile, O Diário de um Lobisomem Banana comprova o talento de Tim Collins, que, neste terceiro volume, conseguiu surpreender os seus admiradores devido ao volte face que provocou na história. Ao apresentar os dramas de um Lobisomem juvenil, o autor mostra um novo olhar sobre estes seres míticos que ainda hoje provocam pavor e temor. O humor, como nas edições anteriores, está presente em todas as páginas, algo primordial em coleções deste tipo, assim como o transporte dos dramas juvenis para o texto, fundamental para a empatia entre o leitor e a história. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Poder da "Fé"

"Humanos tem medo de lutar pelo que acreditam! São imaturos quando se trata de escolhas da alma, do coração!

Estão sempre buscando meios de repor uma perda imaterial, por algo material! E é ai que começam a se corromper, seguindo para meus braços. Quando a chama da vida apagar, eles começam a entender que o poder nunca será suficiente para suprir a essência da vida que eles trocaram para não se machucar... pela fé que acabaram de perder...

E no dia que eles perderem isso, eu darei para eles o fogo que tanto desejam possuir.

E todo o poder encarnado que eles poderem mostrar, mostrará o quanto que o ser humano é!

Eu darei o começo, e você o fim!"

(O Cavaleiro, livro 02 - Brann, Deus do fogo para Arc´Than, Deus da morte)

terça-feira, 20 de março de 2012

Poesia Lupina

De doze, nove
De nove, seis
De seis, três 
De três, apenas um.

A Lua vem com a noite
Um a um, os vejo sumir
São monstros, são homens
Eles esperam o grande dia.

Julho chega depressa, 
O lobo despertará.
Ele virá sob poder
E sua fome saciará.

Filhos da noite aguardem
A vingança o Lobo trará.
A profetisa anuncia
Não cessem de lutar.

Artêmis

Nota do Arcanjo Lycan:
Recebi esse texto em um dos comentários do blog, achei-o altamente fascinante... Então, sob a guarda de Artêmis eu o trouxe aos leitores do Arc’... Espero que apreciem o mistério em torno da leitura!