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domingo, 20 de maio de 2012

Anúbis, O Chacal.






Anúbis é o deus da morte, da mumificação e do submundo. Sempre representado por o corpo de um homem e a cabeça de chacal em posição de esfinge, também conhecido como Anupu, Anpu ou Inpu. Tem os seguintes títulos no Egito Antigo: "Senhor da Necrópole", "Senhor da Terra Santa", "Senhor do Oeste", entre outros.

Osíris foi quem Anúbis mumificou primeiro, pois seu irmão Seth o despedaçou. Os sacerdotes de Anúbis, chamados de “stm”, sempre usam mascaras durante os rituais de mumificação.

Anúbis é comparado a chacais por estes perambularem pelos cemitérios. O chacal de Anúbis era preto para simbolizar a cor dos corpos mumificados. Os egípcios sempre o identificam por “sab” o chacal, mas alguns falam “animal de Anúbis” para dizer que é uma especia desconhecida. As cidades dedicada ao deus, geralmente tem muitas múmias e cemitérios de cães.

O Chacal era quem presidia os embalsamentos, também era o protetor das tumbas, quem levava os mortos ao julgamento e os conduzia para o além.

Anúbis é filho de uma união extraconjugal de Néftis, sua mãe, com Osíris, seu pai. Néftis teve uma briga com Seth, por raiva disso passou-se por Isis a esposa de Osíris e assim teve relações com Osíris, mais tarde para Seth não descobrir Néftis deixou seu filho no pântano e Isis o achou e o criou longe de Seth. Anubis é pai de Kebechet.

Depois de invasões Gregas e Romanas, mais tarde o Egito tornou-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram “expulsos”, entre eles Anubis, que depois de um tempo, formaria junto de Hermes um hibrido conhecido como Hermanubis.

sábado, 12 de maio de 2012

Loba na Madrugada


Quando a lua brilha
No céu sem estrelas
Que as nuvens cinzentas
Rodeiam meu poema torto
Dando efeito ao sombrio

Movimentos livres
Rápidos
Das patas
Uma rima quebrada
Agonia atormentadora
O vento bate desmanchando seus pelos
Nos olhos tão belos demonstram a sinceridade,
Alegria, porém tristeza...
Perdida em seus pensamentos
Coisas na madrugada
Observa a noite escura
A lua trás luz ao local

Apaixonada pela madrugada
Perdida quando chega o amanhecer
Se sente vazia,
Quando o amor se vai
Deixando as feridas abertas
Então sua voz vira um uivo
A luz do luar
Um uivo de agonia
E as patas da loba deixam marcas
Na neve tão branca quanto seus pelos
Sua graça todos aprecia
Até mesmo o vento, indecente
Correndo contra o vento, marcas deixadas
Parecendo não querer serem apagadas.

L.Wolf

terça-feira, 8 de maio de 2012

Como um.



Acordada no meio da madrugada
Lugar vago
Coração disparado
Respiração tensa
Olhos cansados
Suor escorrendo em minha pele
Quente como fogo
Ardente como um lobo
Pensativa...

Volto a pensar em meu sonho
Talvez um pesadelo
Não, você estava lá
Não era um pesadelo
Era um sonho
Eu podia senti-lo
O calor
O frio
A respiração
A adrenalina
Que corria nas veias junto ao sangue
A cada segundo
Você era tão lindo
Pelugem branca
De olhos dourados

Em meu sonho
Duas partes
Uma era tão linda
A outra era eu
Só eu
Eu e você
Um só
Minha alma e eu
Meu lobo e eu
Nós dois como um
Um, só um.

L.Wolf

É meu primeiro poema aqui no blog e é um pouco antigo, escolhi esse pra postar por que é com lobos e mostra o sentimento que tenho por eles, os amo realmente então meio que só passei isso pra um poema simples e talvez não tão bom, mas espero que gostem.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Resenha: Sangue e Chocolate



Sinopse:
Vivian é uma jovem lobisomem descendente de uma linhagem de líderes, que se apaixona por um humano ameaçando a identidade e os segredos do seu povo para sempre. Agora, ela deverá cumprir uma profecia para proteger sua espécie ou enfrentar a ira daqueles que carregam nas veias seu próprio sangue.

Resenha:

Sangue e Chocolate é um filme feito pelo mesmo diretor de Anjos da Noite e O Chamado. É um filme muito bom, mas perto desses dois filmes que o diretor fez é mais fichinha.
            Conta a historia de Vivian, uma loup-garou. Os loup-garous existiam a séculos na cidade de Maryland, mas para ser um você tem que nascer loup-garou, tem que fazer parte da alcatéia, se ganhar uma mordida vai ficar é com um pedaço de carne a menos e nada mais. Vivian é jovem e ganha a vida trabalhando numa loja de chocolates na cidade, adora ser uma loba, mas depois da morte de seu pai o antigo líder prefere ficar um pouco longe da matilha, já que os lobos vão contra os seus princípios. Vivian quer ser livre e não gosta de matar, gosta de ler loba em si por ter mais agilidade, passa boa parte do tempo correndo na cidade e nunca deixa de entregar nenhum chocolate nas casas pedidas.

            Gabriel será o novo líder, ele ficou sete anos com sua mãe e agora é a hora de líder e escolher uma nova esposa por tradição, Vivian é a loba mais jovem e solteira do grupo, então por ser uma bela fêmea nunca que o garanhão do Gabriel iria deixar isso passar, mas a menina tenta ficar longe dele o máximo possível, pois não aceita nenhum pouco as regras da alcatéia. Vive mais entre os humanos do que entre sua verdadeira vida.
            Agora a garota conhece o romântico Aiden, uma rapaz muito pra lá de diferente da sua família, então se apaixonam e isso é claro, gera um problema.Vivian por tradição será de Gabriel e Aiden é só um humano que não devia atrapalhar em nada, Vivian tenta deixar Aiden fora disso, mas não resiste ao chame romântico dele. Gabriel ordena que seu filho o mate, um filho mimadinho que me irrita muito no filme, o legal é que Aiden pode ser um humano, mas tem lá seus truques para se defender.

            O filme é extremamente evolvente, é ótimo por quebrar a regra da garota quietinha e boba, Vivian é forte e autoritária, típico de uma verdadeira loba. É um filme muito bem dirigido, claro... Esse filme eu vi a uns dois anos, quando meu professor favorito de guitarra me emprestou e eu fiquei com vontade de ler o livro, acredita que os @#$@#*& só traduziram pra português esse ano? E com o preço lá em cima U^U’ ... Desculpem a indignação no final, haha. Obrigado por lerem, até outra resenha.

terça-feira, 3 de abril de 2012

São Brás... Lobos e outros Animais Selvagens

Sempre que pensamos em São Brás, lembramos da sua “benção as gargantas”, mas poucos realmente sabem de suas “conversas com Lobos”. Existem milhares de lendas extraordinárias ao redor deste santo homem que no auge de sua vida terrena, foi muito mais do que uma simples “lenda”, mas sim um grande herói em sua fé em Cristo.

Hoje temos São Brás como um bispo do séc III que depois de passar por terríveis tormentos, entregou sua vida à fé. Como já dito, boa parte de sua vida foi tida como uma lenda, para assim atribuir ao santo uma visão mais espiritual, no entanto, sabemos que ele sempre foi um homem milagreiro.

Há uma lenda sobre São Brás que mostra que seu carinho ia muito além dos homens cristão. Diz-se que uma mulher testemunhou o momento em que seu leitão foi levado por um lobo e foi diretamente a São Brás retratar deste triste fato. São Brás foi até o Lobo e exigiu o retorno do leitão à sua dona, alertando ao animal sobre as penalidades que um ladrão poderia sofrer. O lobo então devolveu o leitão à mulher e ao santo foi atribuído o poder de persuasão dos animais.

Posteriormente, quando São Brás foi preso, essa mesma mulher e o lobo foram prestar auxílio ao homem santo, alegando que ele fez com que o animal compreendesse o ato delituoso.

Por seus atos santos, São Brás foi incluído na lista dos Quatorze Santos Auxiliares, homens e mulheres santos que são intercessores de todos os tipos de doenças e loucuras que podem acometer aos viajantes.

Brás foi  preso por refugiar-se numa caverna, cuidando de animais selvagens e levado preso por caçadores; torturado e decapitado por não negar à Cristo. Em suas últimas palavras disse: “... embora eles queiram matar-me... Confiarei em Ti!

São Brás é Padroeiro dos animais selvagens, dos Veterinários e protetor das enfermidades de garganta. Sua festa é celebrada no dia 03 de Fevereiro.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Escuridão (Darkness)

Sonhei e não era propriamente um sonho.
O sol se apagara, as estrelas vagavam opacas no espaço eterno.
(Perdidas, não cintilavam mais)

A Terra, gélida e cega, oscilava obscura no firmamento sem luar;
Lampejos abriam as trevas, mas o dia não retornava.
Apavorados, seres humanos abandonavam suas paixões.

Naquela devastação e percorridos por calafrios, desunidos corações,
- em egoísta prece – clamavam pela claridade.
Súditos e reis ocupavam o mesmo lugar,
Palácios e choupanas crepitavam em imensa fogueira;
Cidades inteiras foram destruídas.

Ao redor de suas moradas em chamas, os homens se entreolhavam.
(Ah, viver no interior das crateras dos vulcões!)
O mundo em convulsão;

Florestas abrasavam em trincados e estrondos de troncos.
(No infinito, o negrume.)
Cadáveres brotavam na superfície,
Relâmpagos cortavam o tétrico cenário.

Alguns ocultavam os olhos horrorizados, em pranto;
Alguns apoiavam o queixo nas mãos, num esgar patético,
Outros andavam numa e noutra direção ateando fogo ao monturo funéreo;
Sondavam enlouquecidos e inquietos e céu abafado, mortalha de um mundo perdido;
Esbravejavam, lançavam-se ao chão, rangiam os dentes, urravam.
Aves selvagens guinchavam aterrorizadas batendo, em vão,  as asas.
(Até caírem por terra).
As mais horrendas feras aproximavam-se – mansas, trêmulas;
Víboras rastejavam multiplicando-se em meio à multidão
- desprovidas de chocalhos, assobiavam mortas de fome.

A Guerra findou, saciada em melancólico banquete sangrento.
Amantes não tiveram a chance da despedida.
A Terra era só um pensamento: a iminente e inglória Morte,
Apascentando-se das vísceras humanas.

Defuntos em ossos e carnes insepultos.
A voragem miserável obrigava até os cães a devorarem seus donos.
Exceto um, fielmente atado à coleira – latindo, protegia
Pássaros, feras e homens desamparados.
Habituar-se-iam à penúria,
Ou a Morte os subjugaria com sua poderosas mandíbulas.

O cão tentou encontrar alimento.
Num lamento, lúgubre, infindável,
Chorando, solitário, lambia a mão do dono, inerte e indiferente ao afago.

Duas cidades sobreviveram.
A contenda se deu junto às brasas do altar.
Objetos sagrados eram profanados.
Legiões de cadáveres lutavam na penumbra,
Erguendo as esqueléticas e frias garras.
Monte de cinzas impelidas no sopro derradeiro
(burlesca imitação da vida).
Olhos desorbitados sobressaíam à pálida luz restante.
Figuras hediondas guinchavam e sucumbiam irmanadas.
Irreconhecíveis semblantes esculpidos pelo demônio.
O mundo – um vácuo -
Tão somente solidão. E a massa informe.

Primavera não, nem outono ou inverno; nem verão...
Ausência de árvores, de pessoas, de vida.
A Morte – caos da horripilante argila humana.

Restaram os oceanos, os rios, os lagos em cujas profundezas
Os navios apodreciam, os mastros despencando em pedaços.
Jaziam para sempre no abismo sem ondas.
A lua amante e amada, exalara antes.
Os ventos secaram no ar estagnado,
As nuvens pereceram.
Escuridão absoluta.
Trevas.

Adaptação do poema Darkness, de Lord Byron

segunda-feira, 26 de março de 2012

Anjos da Noite - A Rebelião


O terceiro filme da saga anjos da noite, mas mesmo sendo o terceiro, ele no caso mostrara o inicio de toda a trama. A historia dos vampiros e lycans volta no tempo para nos mostrar o começo de tudo isso, mil anos antes e duas raças deram origem a partir o primeiro imortal, Alexander Corvinus, um nasceu diferente do outro.

Os lycans vieram da linhagem bárbara de William e os vampiros vieram da linhagem de Markus, com uma aparência menos brutal e mais humana se transformaram em elegantes aristocratas.

Quando uma lobisomem fêmea da luz a um bebe com aparência humana, Viktor o líder dos vampiros tem que escolher entre matar ou não a criança, no fim ele não mata e o nomeia de Lucian, o garoto se provou mais forte, muito mais inteligente e melhor que qualquer outro lobisomem. É capaz de assumir sua forma de homem ou sua forma de animal quando pretender.

Vendo isso, Viktor criou a partir de Lucian outros lobisomens e os escravizou, Lucian então era o favorito de Viktor, mas ele não aceitava ser submisso a eles e muito menos aceitava que sua raça toda fosse escravizada sem uma chance. Foi então que Lucian começou tudo, uma rebelião, ele fazer algo para isso acabar e a guerra verdadeira entre os vampiros e os lobisomens iria começar.

Mais não é só isso, Viktor tem uma bela filha chamada Sonja, que trai o pai dela por amar Lucian, assim temos um casal no meio de toda essa brutalidade, o que da pra descontrair um pouco e ainda sim deixar a trama mais interessante. É gravado num castelo antigo de pedra, com esculturas e símbolos celtas. O diretor diz que é o primeiro filme dele a onde ele constrói um castelo de pedra e com isso se sente bem animado, no filme todo a tonalidade azul ou verde é preferível e da realmente um ar sombrio, úmido e gelado as cenas feitas.

O filme é perfeito. É muito bem feito, não tenho do que reclamar desse filme, pois tudo me agradou e é um dos meus favoritos, espero que o gostem.

Enquanto isso... A Vida do Arcanjo Lycan...


“A Leitura engrandece a Alma.”

Voltaire

Ps.: Leiam o Fúria Lupina de nosso amigo Alfer Medeiros!

terça-feira, 20 de março de 2012

Poesia Lupina

De doze, nove
De nove, seis
De seis, três 
De três, apenas um.

A Lua vem com a noite
Um a um, os vejo sumir
São monstros, são homens
Eles esperam o grande dia.

Julho chega depressa, 
O lobo despertará.
Ele virá sob poder
E sua fome saciará.

Filhos da noite aguardem
A vingança o Lobo trará.
A profetisa anuncia
Não cessem de lutar.

Artêmis

Nota do Arcanjo Lycan:
Recebi esse texto em um dos comentários do blog, achei-o altamente fascinante... Então, sob a guarda de Artêmis eu o trouxe aos leitores do Arc’... Espero que apreciem o mistério em torno da leitura!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sua Carne, Minha Carne

Domine!

Me possua com seu jeito único que me encanta!
Sinta! Me morda com força! Arranhe e deixe meu sangue escorrer em suas mãos.
Sinta minha carne! Prove! Deguste disso tudo que é apenas seu!
Não sinta pena! Faça forte! Com gosto! É tudo seu, só seu!

Fique em cima! Mostre quem manda! Apenas faça por querer fazer!
Ame! Sinta tesão! Tenha apenas vontade! Fique! Pegue!
Nada sairá dessas quatro paredes sem você mandar!

Pegue fogo! Me queime! Deixa meu corpo queimar você!
Me beije! Percorra meu corpo com suas mãos! Sinta!
Sinta forte esse amor! Agarre e não solte! Beije! Morda!
Abrace meu corpo com o seu sem desejar outro na outra manhã!

Me olhe nos olhos! Me diga que ainda me ama! Me deixe fazer você feliz!
Queira uma! Queira duas! Queira quantas vezes tiver vontade.
Me jogue na parede, rasgue minha roupa! Cheire meu desejo por você!
Comece beijando minha boca e percorra meu corpo depois!

Não vá embora! Fique ao meu lado! Eu sou todo seu!
Brinque comigo! Me use! Abuse! Sacie todas suas vontades comigo!
Deixe minhas mãos percorrerem seu corpo! Sentir cada parte sua com gosto!
Grite! Peça mais! Me torne submisso aos seus caprichos!
Faça nossos corpos serem um só!

Me ame como amo você!

Devore!


De meu Grande amigo, quase irmão, Cassius “O Cavaleiro” Faysano

segunda-feira, 12 de março de 2012

Resenha: Calafrio


Sinopse :

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcatéia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas: uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo.

Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

Primeiro livro da série Os Lobos de Mercy Falls, Calafrio é a história de dois jovens que aceitam correr todos os riscos pelo amor, até mesmo o de deixarem de ser quem são.


Resenha:
Antes devo contar como encontrei este livro:

Resolvi atormentar meus amigos e persuadir eles a irem comigo a livraria, chato sair sozinha. Bom, fomos e lá falei com um vendedor, perguntei se tinha um livro que eu queria, ele disse não, estava esgotado, é um pouco antigo ele disse. Fazer o que, então ele pegou o livro ‘Calafrio’ e perguntou se eu me interessaria por ele.

Ai na capa eu li “Se você é fã de Crepúsculo você ira amar Calafrio”, bom como crepúsculo acabou com meu conceito sobre lobisomens dos livros de jovens agora, eu praticamente senti vontade de tacar ele no vendedor, mas acho que ele não teve culpa, li a sinopse e em seguida vi o preço tava meio caro o livro. Sei lá por que, mas eu decidi comprar mesmo não indo muito com a cara dele. Crepúsculo não é muito minha praia, mas nada contra.

Beleza, ai com aquela cara e desculpa de tédio e estou sem o que fazer, tirei Calafrio da estante e resolvi ler, legal... Quando comecei Calafrio, já estava louca pra terminar, não estava tão animada com a idéia de ler ele não, mas mal comecei ler e já estava adorando, depois dessa não julgo mais os livros por capas ou frases estranhas nela.  (Ta bom, vou parar de enrolar.)

O enredo e formado por dois personagens principais: Grace e Sam.

Grace quando criança teve um incidente com lobos, isso marcou sua vida. Grace cresceu observando os lobos, todo inverno em sua casa Grace pode sempre observar os lobos, ela acabou tendo um fascínio pelos animais, em especial, seu lobo. O lobo de olhos amarelo.

Depois de um tempo, Grace descobre Sam, um garoto simples que trabalha na biblioteca, mas para ela chamativo, principalmente por seus olhos tão amarelos. Sam um garoto cuja vida é emocionante e ao mesmo tempo misteriosa. O lobo de Grace.

Sam por acaso aparece na casa de Grace, um acidente, Grace descobre o porquê de estar tão fascinada pelo garoto.

Não demora muito até os dois se apaixonarem, como em todo livro adolescente, um casalzinho de pombinhos. E vários problemas acabam acontecendo desde então, lobos chegando aos finais de suas vidas humanas, garotas da escola que são intrometidas, os pais, como sempre, adultos um problema. E a luta a procura de uma “cura” para as transformações dos lobos é praticamente mais emocionante quanto o amor que eles têm pelos animais.

O livro é fácil de ler, a historia corre entre os protagonistas e você não se perde. Os problemas dos dois não acabam. Proteger a identidade dos lobos, guardada para que ninguém saiba que tais criaturas existam é um dos segredos a ser mantido.

Estrada

Eu, carregada de agonia
Nesse caminho do mundo
Por vezes, caio. Levanto!
Esse é o destino, a história
Do ser habitante profundo

Homem lobo que não sabe
Se é homem ou se fera é
Só sabe que caminha só
Sem a discreta companhia
De tímida alma sequer
Esfola os joelhos no pó

Mas, se na estrada houver
Algum atalho mais regular
(Caminho de pedras faz dano
Mas não é possível escapar
)
Melhor é, nem pestanejar
E logo fugir do vil engano

A terra é mesmo acidentada
O solo traz seculares marcas
Só não lhe conhece os grãos
Mãos que lhe recusam toque
Pés que lhe recusam pisadas

Sônia Arruda