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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Demônio Licantropo - Glasya-Labolas


Glasya-Labolas

O vigésimo quinto espírito é Glasya-Labolas, Glacia-Labolas, Glaysa, Caacrinolas, ou Cassimolar. É um Presidente e um Conde poderoso, e revela-se na forma de um Cão com asas como um Grifo. Ministrando todas as artes e ciências em um instante, e causa derramamentos de sangue e insanidade. Ele ensina todas as coisas passadas e futuras. Se desejado ele causa afeição. Tem o poder da invisibilidade. Comanda 36 legiões de espíritos. 


Selo de Glasya Labolas


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Demônio Licantropo - Marchosias



O trigésimo quinto espírito é Marchosias. É um grande Marquês, muito poderoso. Ele é forte e um excelente lutador e muito confiável para o mágico, dando verdadeiras respostas para todas as perguntas. Aparecendo primeiramente sob a forma de um lobo que tem as asas de Gryphon, e de uma serpente, regurgitando fogo de sua boca. Mas após um momento, ao comando do Magista toma a forma de um poderoso batedor. Era da ordem das Dominações. Ele governa 30 legiões dos espíritos. Segundo Shlomo, após 1.200 anos teve esperanças retornar até o Sétimo Trono, mas ele esteve enganado e não retornou aos Céus.

Marchosias vem do Latim antigo “marchio”, marquês.


Selo de Marchosias


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Lobo e Mausoléu


LOBO

Por mais habituados ao escuro que sejam meus olhos, este beco imundo me oprime em sua total ausência de luz.

Estou aqui escondido, aguardando por quem sabe uma vítima ou um inimigo. Mesmo com o fedor nauseante e onipresente em meio ao lixo, qualquer corpo quente e pulsante seria percebido por mim em segundos.

Mesmo tendo sido criado dentro dos padrões normais da fina educação de minha classe social, estes meus sentidos altamente desenvolvidos fazem a diferença de minha personalidade, alterando a todo instante meus rumos pela vida.

Meus pais, ao me expulsarem de sua casa ainda um garoto, imaginaram talvez que eu encontrasse a morte nas ruas, livrando assim a sociedade do empecilho que eles mesmos haviam gerado.

O primeiro corpo que tomei como alimento foi deplorável. Um bêbado imundo, com todos os gostos de todos os vícios humanos me fez sentir uma variação enlouquecida de sabores. Sabores que odiei e que me fizeram pensar que talvez esse não fosse o alimento necessário para minha vida.

Noites após, zonzo de fome e necessidade, uma prostituta jovem e recém-saída de seu apartamento da zona do meretrício, tão criança que me parecia sentir ainda o cheiro do leite de sua mãe, fora a melhor refeição que já houvera conseguido. Tenra, com um sangue doce e suave como se fosse vinho das melhores safras. Servi-me de seu sangue aos goles. Banquete ensandecido de carne crua e quente.

Fiz muitas vítimas desde então. Brancos ou negros, mulheres ou crianças, católicos ou judeus. Experimentei de todos e por cada um deles tenho uma preferência distinta. Como se a cada um comesse por hábito, afetasse o sabor de suas carnes.

Mas hoje não busco ser um gourmet. Quero apenas carne em forma de fast-food. Tenho fome e quando fico neste estado não ouso escolher.

Perdido em meus pensamentos, quase perco a chance de uma vítima. Ela andava apressada, coberta por um sobretudo que lhe escondia totalmente o corpo. A chuva que começara naquele instante cobria meu corpo nu com uma gelada camada de vapores.

Ataquei-a pelas costas, buscando quebrar seu pescoço. Desequilibrada mas ainda consciente, ela gritou, um grito mudo que ficou guardado em sua garganta que eu iria estraçalhar. Em seus lábios vi claramente se formar um nome que não ouvia há muito tempo. O meu nome.
Sim, eu a reconheci e ela me reconheceu. Minha mãe humana estava ali, esperando por mim como um prato de velhas recordações.

Sem esperar mais, mordi e rasguei seu corpo, até o momento em que ouvi a última batida de seu fraco coração. Ela não deveria ter usado meu antigo nome, pois hoje me chamo Lobo e me alimento de pobres humanos desavisados que insistem em passar em meu caminho. Mas posso me chamar Misericórdia, mamãe, e, assim, livro inúteis como a senhora dessa vida inútil.
Comi tudo, mamãe. Não sobrou nada. Só não consegui comer seus olhos, que insistem em me fitar, mudos.

(Autoria de David Nóbrega - Livro Uns e Outros - 2008)

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MAUSOLÉO

Estoura o peito semi - árido,
... Com gotas em falsete de um grito longo e cálido...
Deitada no casco das pedras hoje,
Imaginando colcha de retalhos.

De forma débil,
Anda de quatro riscando o soalho...
Vê na parede mofada os retratos antigos trocados,
... Inflamação cerebral...
Loucura furiosa invadindo almas para viver no passado...
... Vezes brinca de arrastar algemas nos quartos,
Mas por hora prefere olhar crianças pendurada de ponta - cabeça nos galhos.

Misturada ao antigo cimento da matéria,
Provoca explosões nos canos...
Há cinco décadas desabitada,
A casa vive das lembranças da moça pálida.

Fez da sua antiga morada,
Um mausoléu encantado...
"Nana" bonecas nunca menstruadas...
Faz uso de cantigas esquecidas
Arcaizadas,
... Não tem pulsos para cortar...
Carrega na boca o gosto do suco acerejado de décadas atrás.

Preenche a casa,
Alma penada
E fica a janela...
Preservando sua paz...
Espreitando invasores.

... Ali eternamente ela jazz ( e Jaz)

( Autoria de Letícia Coelho - Ensaios Amadores... Ou não! - 2008)

Lambido de Scriptus Est

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Conto - Medicina Licantrópica


Um médico famoso por conhecer casos de licantropia foi chamado para uma pequena cidade interiorana do nordeste. A família estava desesperada, o filho mais novo estava apresentando um comportamento um tanto animalesco, atacava as criações de cabra da família e toda a manhã era visto saindo de dentro do galinheiro, devorava as aves durante a noite.

A família apelou para as rezadeiras da região, chegaram a falar com o padre que rezava as missas dominicais a fim de tentarem trazer um daqueles padres exorcistas do estrangeiro. Tudo para tentar salvar a alma da criança.

O médico pegou um vôo e logo foi ver o menino. Chegando a localidade, chamou-o para conversar e após isso, observou bem as atitudes do jovem, que durante o dia, era um garoto normal de sete anos de idade.

- Senhora – disse o médico – Esse menino é seu filho mesmo?

- É sim senhor, na verdade... Nós o adotamos, a mãe largou o menino ali na encruzilhada perto da igreja.

O doutor sorriu, coçou o canto da cabeça e respondeu:

- Seu filho é normal senhora, absolutamente normal para esta idade.

- Normal?! – retrucou a mulher indignada – Meu senhor... Eu criei seis crianças antes desse aqui e não tive problema com nenhuma dessas criaturas e o senhor vem...

- Calma senhora – o médico interrompeu – Acalme-se, por favor. Para a espécie dele, isso é totalmente normal.

- Então quer dizer que isso não tem cura?

- A cura que vocês querem só é completa quando o paciente morre.


Gabriel “Arcanjo Lycan” D’Amorim

sábado, 26 de maio de 2012

Metamorfose I e II - Ademir Pascale


Como todo bom fã de literatura licantrópica, como diria meu amigo Alfer Medeiros, autor do Fúria Lupina, eu não poderia deixar para trás esses dois Livros de Ademir Pascale, Metamorfose I: A Fúria dos Lobisomens e Metamorfose II: Os Filhos de Licaão.

Ademir Pascale, 36 anos, nasceu em São Paulo. É casado com a publicitária Elenir Alves e pai de Hector Alves Pascale. É linguísta (português, inglês e literaturas), crítico de cinema e ativista cultural. Fundador do selo "Spartacus" pela Editora All Print, destinado a publicação de livros do gênero fantástico.

Além dos livros com a temática lupina, Pascale também escreve livros sobre vampiros, zumbis e contos sobrenaturais dos mais variados estilos. Vale a pena conferir o blog e também o Twitter do autor.


Metamorfose I - A Fúria dos Lobisomens

Poderia uma maldição mudar o rumo da história da humanidade? Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Publius Ovidius Naso (43 a.C - 17 d.C) escreveu a obra 'Metamorphoses', na qual cita as transformações de homens em animais, incluindo o rei Licaão em lobo. Ovidius influenciou William Shakespeare, John Milton, Dante Alighieri, Benjamin Britten, Cruz e Silva e tantos outros ao longo de dois milênios.



Metamorfose II - Os Filhos de Licaão

Publius Ovidius Naso (43 a.C-18 d.C), escreveu a famosa obra Metamorfoses, popularizando o mito do primeiro lobisomem da história da humanidade, Licaão. Ovidius, por motivos desconhecidos, sofreu exílio numa região inóspita de Roma, ou, quem sabe, por ter escrito mais do que deveria... 

Uma coletânea de contos que não poderá faltar na estante dos aficionados por lobisomens.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Um Lobisomem em São Paulo


Na divisa de Mauá com Santo André, na cidade de São Paulo, há muito tempo existia uma fazenda só, mas o proprietário morreu e a fazenda foi dividida em duas. As duas filhas do falecido, Sonia e Silvia, ficaram com uma parte pra cada da fazenda, mas nas redondezas da fazenda também tinham moradores.

Eles sempre trancavam tudo, pois acreditavam que os uivos à noite eram de um lobisomem que rondava o local toda semana de lua cheia e assim percorria todas as casas em busca de uma fresta pra entrar e pegar sua vítima. Muitos quando acordavam de manhã saíam de casa pra começar a fazer suas tarefas e viam marcas de garras feitas em alguns locais da casa, assim se lembravam de barulhos que ouviram de madrugada por perto.
           
Anos se passaram e isso não foi esquecido, foi tomado como uma lenda. Sonia e Silvia morreram, não tinha mais quem cuidasse das fazendas e assim começaram a construir casas no lugar e os bairros foram chamados de Sonia Maria e Silvia Maria.

Durante o dia as crianças se reuniam em alguns lugares pelos dois bairros para brincar, mas alguns dos meninos sempre reviviam a lenda entre eles e ninguém nunca acreditava, era só pra meter medo, mas um entre eles sempre falava mal dos lobisomens, dizia muitas vezes que não existia e ficava tirando sarro, ninguém além dele fazia isso.

O menino estava voltando para casa sozinho naquela noite, preferiu ficar até tarde brincando e assim foi tarde da noite pra casa, no meio do caminho começou a ouvir barulhos, ficou com medo mas continuou andando normalmente, até que ouviu um rosnado muito perto e não se conteve, começou a correr até chegar em casa.

Todas as noites os moradores trancavam suas casas para irem dormir, mas não com medo do lobisomem, não acreditavam mais nisso e sim por segurança contra ladrões.

Naquela noite o garoto por sorte conseguiu chegar em casa e sua família trancou tudo e perguntou o porquê de estar apavorado, mas ninguém acreditou ser um lobisomem, riram dele. E durante a madrugada todos ouviram barulhos muito fortes nas paredes do lado de fora da casa. Na manhã seguinte viram as garras nas paredes, e assim voltaram a acreditar na lenda do lobisomem. Ficaram bravos com o menino por mexer com uma lenda antiga e caçoar do que não se conhece.

Assim que informaram os outros moradores, todos riram e ninguém acreditou, como sempre. Na noite seguinte mesmo ninguém acreditando algumas pessoas ficaram pensativas e trancaram tudo mais cedo e chamaram suas crianças pra entrarem mais cedo também, não queria ninguém assustado com imaginação fértil essa noite, já outras pessoas não se incomodaram, mesmo a semana de lua cheia não tendo terminado.
           

Uma mulher nova e bonita estava voltando do trabalho, ela sabia da “brincadeira” que contaram hoje sobre o lobisomem e não se importou, estava voltando apé e sozinha pra casa e na sua mente confessava que estava assustada, pois estava tudo apagado no bairro, mesmo tão cedo. Quando ela estava chegando passou perto do banco público e ouviu um rosnado forte bem do seu lado, olhou e levou um susto, nem pensa e já está correndo em direção à sua casa.

Gritando ela chega em casa, pede as pressas que a mãe abra o portal e a senhora de idade faz, quando vai perguntar o porquê de tanta gritaria, sua filha desmaia no quintal por ter tomado um susto muito grande.

No dia seguinte a mulher acorda ainda assustada e quando se levanta vai a cozinha conversar com a mãe, e assim lhe informa que viu um lobisomem em cima do banco pronto para atacá-la, mas segundo sua mãe nada a seguiu.

Essa é a lenda do lobisomem, que corre faz anos na boca dos moradores de Silvia e Sonia Maria, a lenda corre como uma incógnita, pois ninguém sabe se acredita ou não, apenas lembra de não brincar com o que esta quieto.

 L. Wolf

Espero que tenham gostado dessa lenda, foi contada pra mim há alguns anos onde eu morava antigamente. Se alguém morar por lá e tiver ouvido uma versão diferente, deixa um comentário sobre, essa lenda é tão antiga que já deve ter umas dez versões, ou pessoas de lá que nunca ouviram.
           

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lobos podem amar.

O sol começa a nascer irradiando-se e alastrando sua luz por dentre a floresta. Minhas orelhas conseguem ouvir os rangidos de patas na neve. Hoje é o primeiro dia da primavera. Ainda há neve, muita neve para derreter.

Estou imóvel dentro da floresta, deitado no solo, sentindo meu focinho gelado fungando e ouvindo as patas de alguém. Levanto-me farejando o que é, parece um cheiro familiar. Os troncos das árvores estão mais iluminados e as folhas pingando água.

Seu cheiro me atrai, um cheiro intenso; suas patas são tão parecidas. Ela não está longe, mas as árvores atrapalham minha visão. O sol brilhando forte em meus olhos já acostumados com os dias escuros de neblinas. Encontro-a, está imóvel no meio da floresta, observando algo que eu não posso enxergar. Tem uma pelugem branca, olhos dourados, orelhas pontudas e alertas, respirando ofegante, está cansada, belos traços. Seu cheiro torna-me curioso. O vento começa a soprar, ela começa a farejar algo, eu não sei o que é mais de longe e em silencio a sigo, perseguindo seu doce cheiro. Silencioso vou atrás dela. Ela parou. Quieta procurando um rumo a tomar, parece perdida. Está olhando pro horizonte na beira do mar.

O ritmo do compasso de meu coração parece acelerar, eu queria conhecê-la, saber donde era. Por que isso agora? Eu desconheço esse sentimento, pois é a primeira vez que o sinto. Vou me aproximando dela, lentamente marcando minhas pegadas agora na areia. O que ela quer na praia?

Ela solta um uivo alto e longo, um uivo que eu não entendo, parece de dor. Por que uivaria para o mar sem nada ver ali? Paro a um metro de distancia dela, ao se virar a sua reação parece surpresa, ela não esperava estar sendo seguida. Queria saber pedir perdão. Afasto-me um pouco, mostrando meus gestos. Ela mostra seus dentes, em posição de ataque. Eu não sou inimigo! Ela não parece acreditar em mim.

Resolvo me aproximar, ela corre pra perto tentando cravar seus dentes em mim, sinto meus músculos dobrarem com rapidez, o compasso aumenta. Agora sinto desespero e ao mesmo tempo aquele sentimento já mais despertado dentro de mim. Ela errou por sorte minha. Levanto-me tentando chegar perto novamente ela diz pra ficar longe, mas eu não consigo, eu quero estar ao lado dela. Aos poucos ela vai afastando-se de mim, com as presas prontas para matar, ela está se acalmando quando vou chegando mais perto, cada vez mais, até poder sentir sua respiração. Ela esconde as presas e as garras de mim, rendendo-se.

Minha pelugem castanha esta roçando em sua pelugem tão branca e macia, seus olhos dourados estão cautelosos observando-me, a cada movimento, eu quero confiar nela, fecho meus olhos, encosto minha cabeça a sua, chego a seu pescoço, meu coração dispara, o compasso já esta todo errado, meu sangue fervendo nas veias, correndo por todo meu corpo. Um abraço. Ela é especial.

Roço meu rosto agora tão cheio de carinho em seu pescoço sinto que ela não entende muito, mas eu também não. Pela primeira vez eu senti meu próprio coração diferente, eu senti um sentimento desconhecido. Quantos sentimentos, nós lobos podemos ter?

Agora só sei que eu a quero, pra sempre, está na hora de eu um lobo, não ser mais solitário. O vento bate em nossos pêlos, o sol iluminando o dia, as ondas do mar agitando-se, então ela entende-me e corresponde ao meu abraço, ao meu carinho. Desejo que me aceite. É a única coisa que quero, para sempre.

Observar o horizonte, o mar, e o primeiro dia de primavera é comprido pra mim, ao lado dela, tudo parece diferente. Aventurei-me por ela, por esse sentimento, a adrenalina, seu cheiro. Agora ela confia em mim. Aceite-me é o que peço e sou correspondido. Posso não entender, mas ela é tudo que eu quero. Ela é tudo que desejei e para o fim da vida foi feita minha escolha, minha amada. Solto um uivo ao seu lado, um uivo cheio de felicidade. Eu pude descobrir o sentimento mais puro de um lobo.

 

Lobos podem amar.

L. Wolf


terça-feira, 3 de abril de 2012

São Brás... Lobos e outros Animais Selvagens

Sempre que pensamos em São Brás, lembramos da sua “benção as gargantas”, mas poucos realmente sabem de suas “conversas com Lobos”. Existem milhares de lendas extraordinárias ao redor deste santo homem que no auge de sua vida terrena, foi muito mais do que uma simples “lenda”, mas sim um grande herói em sua fé em Cristo.

Hoje temos São Brás como um bispo do séc III que depois de passar por terríveis tormentos, entregou sua vida à fé. Como já dito, boa parte de sua vida foi tida como uma lenda, para assim atribuir ao santo uma visão mais espiritual, no entanto, sabemos que ele sempre foi um homem milagreiro.

Há uma lenda sobre São Brás que mostra que seu carinho ia muito além dos homens cristão. Diz-se que uma mulher testemunhou o momento em que seu leitão foi levado por um lobo e foi diretamente a São Brás retratar deste triste fato. São Brás foi até o Lobo e exigiu o retorno do leitão à sua dona, alertando ao animal sobre as penalidades que um ladrão poderia sofrer. O lobo então devolveu o leitão à mulher e ao santo foi atribuído o poder de persuasão dos animais.

Posteriormente, quando São Brás foi preso, essa mesma mulher e o lobo foram prestar auxílio ao homem santo, alegando que ele fez com que o animal compreendesse o ato delituoso.

Por seus atos santos, São Brás foi incluído na lista dos Quatorze Santos Auxiliares, homens e mulheres santos que são intercessores de todos os tipos de doenças e loucuras que podem acometer aos viajantes.

Brás foi  preso por refugiar-se numa caverna, cuidando de animais selvagens e levado preso por caçadores; torturado e decapitado por não negar à Cristo. Em suas últimas palavras disse: “... embora eles queiram matar-me... Confiarei em Ti!

São Brás é Padroeiro dos animais selvagens, dos Veterinários e protetor das enfermidades de garganta. Sua festa é celebrada no dia 03 de Fevereiro.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Licantropia nas Religiões

PowerWolf: Blood Of The Saints
Por Licio Nepomuceno

Licantropia é a capacidade, ou poder, de um ser sair de sua forma humana e se transformar em um lobo, ou a ganhar características de um lobo. O termo vem do grego Lykànthropos (lycos, lobo + anthropos, humano). A palavra também tem sido associada a Licaon,  rei de Arcadia, que, de acordo com historiador Ovídio, foi transformado em um lobo voraz por tentar servir carne humana (do seu próprio filho) para chegar até Zeus na tentativa de negar a sua divindade.

Nos mitos e lendas originais, a licantropia não é ligada a qualquer causa específica que não esteja atribuída, geralmente, à magia, que pode ser voluntária (poder sobrenatural) ou involuntário (maldição). A noção de lobisomens e outros licantropos contaminarem seres humanos através de suas mordidas é característica da ficção moderna.

A Licantropia é frequentemente confundida com a Transmigração (da alma); mas a característica essencial do quase-animal é  a forma alternativa de um ser humano vivo, enquanto a alma é do espírito de um ser humano morto. No entanto, instâncias na lenda do homem reencarnado, os lobos são frequentemente classificados como licantropos, bem como essas instâncias os identificam como lobisomens no folclore local.

Não há nenhuma linha de demarcação, e isso torna provável que licantropia esteja conectada com o nagualismo (no floclore mesoamericano, um Nagual ou Nahual,  é um ser humano que tem o poder de magicamente transformar-se em uma forma animal: mais comumente um burro ou cão,  mas também em outros animais mais poderosos como o jaguar, ou a onça-pintada e onça-parda) e a crença no espírito familiar, em vez da metempsicose (uma característica da metempsicose é uma indefinição das fronteiras entre o intangível e o corporal, uma vez que almas são frequentemente concebidas como formas sólidas, visíveis que precisam comer e podem provocar danos físicos aos humanos), ou com totemismo, como sugerido por JF M'Lennan.

Assim, nas origens da licantropia misturam-se a crença na reencarnação, a crença no compartilhamento das almas entre seres humanos vivos e os animais e uma crença em fantasmas humanas aparecendo como animais não-humanos após a morte.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Diário de um Lobisomem Banana - Tim Collins

Divulgação
Depois de O Diário de um Vampiro Banana e O Diário de um Vampiro Banana 2 – Príncipe da Tansilvânia, Nigel está de regresso. Ou melhor, o seu amigo Luke Thorpe, que é quem escreve este diário e que tem uma particularidade: é um Lobisomem. No entanto, e ao contrário do que é habitual, não há uma guerra entre Lobisomens e Vampiros, já que ambos são amigos e acabam por viver uma aventura para contar. Editado pela Booksmile, O Diário de um Lobisomem Banana comprova o talento de Tim Collins, que, neste terceiro volume, conseguiu surpreender os seus admiradores devido ao volte face que provocou na história. Ao apresentar os dramas de um Lobisomem juvenil, o autor mostra um novo olhar sobre estes seres míticos que ainda hoje provocam pavor e temor. O humor, como nas edições anteriores, está presente em todas as páginas, algo primordial em coleções deste tipo, assim como o transporte dos dramas juvenis para o texto, fundamental para a empatia entre o leitor e a história. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Resenha: Goosebumps 12

Sinopse:

Tem alguma coisa esquisita acontecendo no Pântano da Febre. Alguma coisa realmente horrível. Tudo começou com uns uivos esquisitos à noite. Depois, aquele coelho apareceu todo despedaçado.Todos pensam que o novo cachorro de Grady é o culpado. Afinal, ele parece um lobo. Mas Grady sabe que seu cachorro não tem nada de diferente. Além disso, cachorros não somem à meia-noite nem se transformam em criaturas apavorantes em noites de Lua cheia. Ou será que eles fazem isso?...

 Resenha:

A série Goosebumps é vista como uma série de contos de terror para crianças, eu diria que não é bem assim. Pra mim é uma série muito bem vista, são excelentes contos de terror, mas não tem uma faixa etária própria, por que atinge o interesse de todas as idades.

O principal livro que me chamou atenção nessa série, não é surpresa que seja o 12, pois se chama “O lobisomem do pântano da febre”.

Nele temos a narrativa fácil e muito boa, por ser praticamente um livro pequeno e feito por um ótimo escritor, R. L. Stine. Tem 88 páginas, sim isso é um livro pequeno caso os preguiçosos venham a ficar assustados com o numero ali em cima. É que vocês não encararam ler os livros do S. King, meu rei –Q.


Enfim, Grady é um garoto novo e mudou-se com sua família para a Florida, e escolheram a casa perto do pântano da febre, parece uma boa opção para a família, seu pai estuda os veados que vivem no pântano então precisa estar ali, sua irmã não gosta nada da idéia e Grady aparenta não gostar também, mas tanta se adaptar.

Com o tempo ele conhece amigos pelas redondezas, mas não só amigos humanos. O garoto acha um cachorro grande com um aparência de lobo, demora um pouco mais ele convence sua família a ficar com ele, logo depois de Lobo -- como o cão é chamado -- entrar para a família os moradores locais dizem ouvir uivos a noite, inclusive Grady, mas não para por ai. Uma matança está acontecendo no pântano, todos suspeitam do cachorro novo do menino, seu pai acha melhor sacrifica-lo e o garoto não deixa.

Isso seria obra do seu cachorro novo? Ou de um lobisomem escondido?
        

            Eu espero que se divirtam com a série, não apenas com esse livro, que é o que mais gosto e peço desculpas por demorar a postar. Acabei postando muito tarde.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Resenha: Calafrio


Sinopse :

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcatéia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas: uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo.

Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

Primeiro livro da série Os Lobos de Mercy Falls, Calafrio é a história de dois jovens que aceitam correr todos os riscos pelo amor, até mesmo o de deixarem de ser quem são.


Resenha:
Antes devo contar como encontrei este livro:

Resolvi atormentar meus amigos e persuadir eles a irem comigo a livraria, chato sair sozinha. Bom, fomos e lá falei com um vendedor, perguntei se tinha um livro que eu queria, ele disse não, estava esgotado, é um pouco antigo ele disse. Fazer o que, então ele pegou o livro ‘Calafrio’ e perguntou se eu me interessaria por ele.

Ai na capa eu li “Se você é fã de Crepúsculo você ira amar Calafrio”, bom como crepúsculo acabou com meu conceito sobre lobisomens dos livros de jovens agora, eu praticamente senti vontade de tacar ele no vendedor, mas acho que ele não teve culpa, li a sinopse e em seguida vi o preço tava meio caro o livro. Sei lá por que, mas eu decidi comprar mesmo não indo muito com a cara dele. Crepúsculo não é muito minha praia, mas nada contra.

Beleza, ai com aquela cara e desculpa de tédio e estou sem o que fazer, tirei Calafrio da estante e resolvi ler, legal... Quando comecei Calafrio, já estava louca pra terminar, não estava tão animada com a idéia de ler ele não, mas mal comecei ler e já estava adorando, depois dessa não julgo mais os livros por capas ou frases estranhas nela.  (Ta bom, vou parar de enrolar.)

O enredo e formado por dois personagens principais: Grace e Sam.

Grace quando criança teve um incidente com lobos, isso marcou sua vida. Grace cresceu observando os lobos, todo inverno em sua casa Grace pode sempre observar os lobos, ela acabou tendo um fascínio pelos animais, em especial, seu lobo. O lobo de olhos amarelo.

Depois de um tempo, Grace descobre Sam, um garoto simples que trabalha na biblioteca, mas para ela chamativo, principalmente por seus olhos tão amarelos. Sam um garoto cuja vida é emocionante e ao mesmo tempo misteriosa. O lobo de Grace.

Sam por acaso aparece na casa de Grace, um acidente, Grace descobre o porquê de estar tão fascinada pelo garoto.

Não demora muito até os dois se apaixonarem, como em todo livro adolescente, um casalzinho de pombinhos. E vários problemas acabam acontecendo desde então, lobos chegando aos finais de suas vidas humanas, garotas da escola que são intrometidas, os pais, como sempre, adultos um problema. E a luta a procura de uma “cura” para as transformações dos lobos é praticamente mais emocionante quanto o amor que eles têm pelos animais.

O livro é fácil de ler, a historia corre entre os protagonistas e você não se perde. Os problemas dos dois não acabam. Proteger a identidade dos lobos, guardada para que ninguém saiba que tais criaturas existam é um dos segredos a ser mantido.

sábado, 10 de março de 2012

Caça aos Lobisomens

A maioria das pessoas já ouviu algo sobre a caça às bruxas do século 16. Bem menos conhecida é a caça aos lobisomem que aconteceu no mesmo período. Uma crença comum era de que os lobisomens viravam sua pele ao avesso para retornar à forma humana, assim uma prática de investigação surgiu envolvendo a retirada e a colocação de volta da pele de uma pessoa para ver se havia mais pele por baixo.

Existem muitas reivindicações famosas de licantropia que tiveram lugar durante essas caças aos lobisomens. Em 1573, um suposto lobisomem, Gilles Garnier, foi queimado na estaca. Em 1589, um homem conhecido como Stubbe Peter ou Peter Stubbe, foi executado perto de Colônia, Alemanha, por canibalismo e por múltiplos assassinatos. Alegou-se que ele possuía um cinto que lhe permitia tornar-se lobisomem. Em 1603, um jovem chamado Jean Grenier foi responsabilizado por uma série de assassinatos e desaparecimentos. Dizia-se que ele possuía uma pele que lhe permitia transformar-se em lobo. A corte determinou que Grenier era insano e o confinou em um monastério.

Na França, entre 1520 e 1630, mais de 30.000 casos de pessoas que foram acusadas de serem - ou de aparentarem ser - lobisomens foram registrados. Tal como na caça às bruxas, em relação à caça aos lobisomens provavelmente existiram vários casos como esse simultaneamente:
Homem com hipertricose congênita
  • Hipertricose: uma doença genética ligada ao cromossomo X que pode provocar o crescimento de cabelo espesso na face e no corpo das pessoas. Pessoas com esta condição podem se parecer fisicamente com lobisomens, mas é algo extremamente raro. Uma variação da hipertricose congênita generalizada é conhecida por afetar somente 19 pessoas em uma família mexicana.
  • Envenenamento por ergotina: a ergotina é um fungo que pode infestar grãos como cevada e trigo. Comê-los pode provocar alucinações. O envenenamento por ergotina também foi apontado como a causa de condenações de bruxaria em Salem, Massachusetts.
  • Raiva: muitos mamíferos podem carregar e transmitir raiva, normalmente através da mordida. A raiva é fatal sem tratamento imediato. Nos estágios mais avançados, ela pode provocar agitação e alucinações. A epidemia de raiva pode ter levado lobos e cães a atacar humanos, o que pode tê-los levado a apresentar tendências semelhantes a lobisomens.
  • Lobos híbridos: os lobos saudáveis geralmente não atacam pessoas sem serem provocados, mas híbridos agressivos de lobos e cães podem ter atacado vilas, fazendo surgir a ideia da existência de lobisomens violentos.
  • Porfiria: uma condição sobrenatural associada com mais frequência à porfiria é o vampirismo. A porfiria provoca sensibilidade à luz. Em alguns casos, a exposição à luz do sol provoca lesões e bolhas, que podem desenvolver um cabelo fino durante a cura. A porfiria em estágio avançado também pode levar a alucinações.
  • Histeria coletiva: tão improvável quanto o nome diz, o começo súbito, simultâneo, de sintomas psicológicos em um grande grupo de pessoas é um fenômeno registrado. 
Contudo, a crença de que os lobisomens são reais não está confinada ao passado distante. Na década de 1930, pesquisadores trabalhando na parte da África conhecida atualmente como Gana registraram uma crença generalizada que falava da existência de pessoas que poderiam transformar-se em hienas.

Esses mutantes eram normalmente bruxos que viviam nas savanas. Mais recentemente, na década de 1980, uma prática obscura na Península Ibérica - parte da Europa que inclui Espanha e Portugal - tinha a intenção de prevenir que as crianças se transformassem em lobisomens. Esta prática envolveu crianças mais velhas que agiam como padrinhos para os irmãos mais jovens, começando com a sétima ou nona criança. De acordo com contos folclóricos desta parte do mundo, os lobisomens recrutariam novos membros pelo excesso de crianças. Crianças nascidas com parte do âmnio, ou parte do saco amniótico cobrindo seu rosto - poderiam ser mais suscetíveis a se tornarem lobisomens, ou, de modo inverso, curandeiros.

Nas partes industrializadas do mundo, a ideia de lobisomens, ou de lobos de um modo geral, pode parecer distante e arcaica. Talvez esta seja a razão pela qual mais e mais descrições apresentem a licantropia como uma condição controlável. Os lobisomens são pessoas comuns com um faro aguçado que apresentam-se de modo desagradável por alguns dias a cada mês.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Lobo e a Flor

Havia um Lobo solitário que viajava pelo mundo. Percorria desertos, cidades, campos e mares. Procurava um motivo para a sua existência, algo que justificasse a sua rudeza de lobo. Numa noite, ao pernoitar em um descampado, acordou com uma imensa luz que brilhava na colina. Correu até lá e deparou-se com a mais bela Flor que jamais vira. Ela irradiava luz por todos os lados e podia ser vista de muito longe. O Lobo soube naquele instante que estava apaixonado pela Flor e que ela, a partir de então, seria a razão de sua existência. Passou a dormir todas as noites ao seu lado, admirando aquela beleza divinal. Vieram tempestades e ele a protegeu com o seu corpo. Vieram pássaros e insetos e ele os espantou. Considerava-a uma preciosidade única e seria o seu eterno guardião. Até o dia em que a encontrou chorando.

O que a afliges, ó minha linda Flor? Farei qualquer coisa ao meu alcance para alegrar aquela que, com a sua infinita beleza, tocou o coração deste Lobo.

Você, Lobo, é a razão da minha aflição. Com todos os seus cuidados excessivos, sufoca o meu crescimento. Como poderei evoluir sem em momento algum enfrentar as adversidades da vida? Se realmente gostares de mim, por favor, me abandones antes que me mates.

O Lobo olhou-a consternado. Depois sorriu.

Farei como dizes, minha bela. Eu pensava somente em meu prazer ao teu lado e não percebi que lhe causava sofrimento. Mas para que tu e todos se lembrem do tamanho do meu amor por ti, lhe darei um último presente. Irei engrandecer-te eternamente.

Então o Lobo arrancou a Flor luminosa do chão e com o seu potente fôlego a soprou para bem alto no céu. Lá ela ficou, plantada em um canteiro de estrelas, iluminando a todos os que a olhavam. Vez por outra, ainda escutamos o Lobo uivando para a sua amada, lembrando que sempre protegerá e adorará a sua musa.

Moral da história:
“Todo humano um dia será Lobo.
Todo humano um dia será Flor.”


Escrito por Jefferson Luiz Maleski,

no outono de 2012,
para uma flor.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Resenha: A Garota da Capa Vermelha

Sinopse :
O corpo de uma garota é descoberto em um campo de trigo. Em sua carne mutilada, marcas de garras. O Lobo havia quebrado a paz. Quando Valerie descobre que sua irmã foi assassinada pela lendária criatura, ela acaba mergulhando de forma irreversível em um grande mistério que vem amaldiçoando sua aldeia por gerações. A revelação vem com Father Solomon: o Lobo habita entre eles — o que torna qualquer pessoa do vilarejo suspeita. Estaria Peter, sua paixão secreta desde a infância, envolvido nos ataques? Ou seria Henry, seu noivo, o Lobisomem que assola as redondezas? Ou, talvez, alguém mais próximo? Enquanto todos estão à caça da besta, Valerie recorre à Avó em busca de ajuda; ela dá à neta uma capa vermelha feita à mão e a orienta através da rede de mentiras, intrigas e decepções que vem controlando o vilarejo por muito tempo. Descobrirá Valerie o culpado por trás do lobo antes que toda a aldeia seja exterminada? A Garota da Capa Vermelha é uma nova e arrepiante versão do clássico conto. Nela, o final feliz poderá ser difícil de ser encontrado.
 
Resenha:
A Garota Da Capa Vermelha é uma versão obscura do contos de fadas Chapeuzinho Vermelho. Isso de obscuro já me fez ficar mais interessada no livro, acabei lendo o livro bem rápido, mas não tinha tempo em casa por isso fiquei lendo na escola e deixando minhas notas baixas(risos), espero que minha mãe nunca encontre meu boletim, em fim, o livro é escrito a partir do roteiro do filme de mesmo nome, que já foi lançado.


Valerie, a protagonista, vive na vila de Daggorhorn, onde seus moradores vivem sobre a maldição de um lobo. Para evitar que o animal ataquem eles, oferecem um sacrifício de um animal durante todo o período de Lua Cheia. Mas, como é dito na sinopse, essa trégua do lobo acaba, pois ele rompe o trato e mata a irmã de Valerie.
A partir disso, tudo começa a ficar mais sombrio e misterioso. Chamam um padre, Father Somolon, para combater o perigo do tal lobo, e para a surpresa de todos os moradores, o mesmo diz que o lobo é um deles, disfarçado. Devido a esse anuncio, as pessoas enlouquecem cada qual desconfiando uns dos outros, barbaridades acontecem em Daggorhorn. Até que foi divertido ler elas. Mas, deixando tudo isso de lado na vila, voltamos a Valerie, que tem o coração dividido entre dois homens: Peter, seu amigo de infância que misteriosamente voltou para vila depois de anos, e Henry, o teu noivo rico que a ama muito.
A narrativa não deixa de ser ótima em momento algum, a protagonista é madura e inteligente, diferentes das adolescentes que tenho visto nos livros de ultimamente. Peter e Henry também não desapontam, e na realidade todos os personagens não me desapontaram, sejam os principais ou os secundários.
Saber quem é o lobo é quase um mistério insolucionável, pelo menos pelo livro, pensei em tantos nomes que acho que cansei. Bem, o final do livro é de deixar alguém nervoso, mas só por alguns instantes, quem leu sabe do que quis dizer. Recomendo que pra quem não leu e nem viu o filme, leia o livro primeiro antes de assistir.
Eu digo que o livro é ótimo, recomendo a leitura dele. Chapeuzinho Vermelho macabra é bem intrigante pra quem gosta de coisas um tanto obscuras.
Quem tem medo do lobo mau? ;D [\brincadeira.]
Uivos! :3