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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Lobo - Grande Matador - A Mitologia do Lobo - Parte III

O Lobo Como Símbolo dos Fugitivos

Em consequência da implacável guerra que o homem lhe declarou, o lobo tem sobrevivido como o eterno fugitivo graças à sua notável inteligência e inesgotável resistência física. Os velhos “armadilhões” de sempre conhecem a dificuldade de enganar os lobos com as suas artimanhas de armadilhas e ratoeiras; parecem ter um sexto sentido para detectar estes perigos, evitando-os a tempo, como se Marte os quisesse proteger a todo o custo. Este fato foi desde sempre conhecido.

Entre numerosas populações indo-europeias, os emigrados, exilados e fugitivos eram apelidados de “lobos”. Já nas leis Hititas se dizia de um proscrito que “se havia convertido em lobo”. Nas leis de Eduardo, o Confessor, o proscrito tinha de levar uma máscara de lobo (wolfhede). O patíbulo era designado em anglo-saxão “árvore da cabeça do lobo”. Numerosos deuses protetores dos exilados e dos proscritos ostentavam atributos ou nomes relacionados com o lobo. Como vimos, é o caso de Zeus Lykoreios e Apolo Lykeios. Rómulo e Remo, filhos do deus-lobo Marte e amamentados pela loba do Capitólio, também foram fugitivos desde a mais tenra infância. Segundo a lenda, Rómulo teria estabelecido no Capitólio um lugar de asilo para exilados e proscritos. Sérvio disse-nos que este “asylum” se encontrava sob proteção do deus Lucoris, que se identificava com o Lykoreus de Delfos. A tradição narra a aventura de Lopichis, antepassado do historiador Paulo Diácono que sendo prisioneiro dos Avaros, evadiu-se e foi guiado por um lobo até a sua pátria, Itália.

Há motivos para acreditar que são esses ritos e crenças, intimamente relacionados com uma ideologia guerreira, que tornaram possível a assimilação dos fugitivos, exilados e proscritos aos lobos. Para poder subsistir, esses proscritos comportaram-se como os bandos de jovens guerreiros, ou seja, como verdadeiros lobos. É sabido que, até ao século XIX, as reuniões de jovens continuaram a incluir um banquete com víveres roubados a viva força, atemorizando as aldeias.

Licantropia, a Lenda do Homem-Lobo

O que é a licantropia? Usemos o sofrido dicionário, supostamente da Real Academia, que diz o seguinte: Licantropia, mania na qual o enfermo imagina estar transformado em lobo.

Será possível? O Satiricon oferece-nos uma versão completa do mito do homem-lobo. Efetivamente, um dos primeiros relatos desta metamorfose maligna aparece num dos contos de Petrônio. Um livro não menos divertido e maravilhoso, As mil e Uma Noites, no seu capitulo sétimo, conta o que Basco Ibañez traduz como “História do príncipe e a vampira”, mas como os vampiros nunca devoraram, mas apenas sugaram as suas vitimas, é evidente que se trata de uma mulher loba. Inclusive o seu afã de matar o príncipe e alimentar os seus cachorros com sangue fresco, é instintos de loba, a qual reparte sempre a presa com os seus cachorros. Platão e o historiador Heródoto, já tinham falado da licantropia. Eles mencionaram também o acônito, essa planta de dupla utilização que por um lado induz o homem a converter-se em lobo e por outro o cura da licantropia.

Os nossos antepassados não puderam deixar de observar que o lobo tem uma relação especial com a lua. Os uivos do “noivo de Hécate” pela sua amada deviam ser uma serenata constante para os homens que seguiam as matilhas selvagens. Sob a luz brilhante da lua cheia, os lobos comunicam por meio de uivos e assim se reúnem para caçar. A lua constitui uma grande vantagem para o predador noturno, e o homem emulou o seu concorrente. A lenda da licantropia persiste porque o lobo teve um papel importante no desenvolvimento dos hábitos humanos de caça. O professor e psicólogo, Robert Eisler, assegura que a lenda do homem-lobo procede de um passado obscuro: quando os homens aprenderam a caçar.

Sem dúvida, Robert Graves escreveu que os guardadores de gado da antiga Arcádia conceberam um papel diferente para o homem-lobo, mais alinhado com as necessidades do seu modo de vida. Segundo a teoria religiosa Arcádia, enviava-se um homem a viver com os lobos, este se convertia em homem-lobo durante oito anos e persuadia os lobos a deixarem tranquilos os gados dos homens e os seus filhos. Segundo a mitologia, Licaón, o primeiro rei de Arcádia foi convertido em lobo por oferecer a Zeus o corpo de uma criança habilmente cozinhado. Na Arcádia tinham o costume de imolar uma pessoa e, os assistentes do ato “comungavam” devorando as suas entranhas. Ficavam então convertidos em lobos e conservavam essa forma por oito anos, após os quais recuperavam a figura humana se durante esse tempo não tivessem comido carne humana.

Na França há muitos relatos de seres que, à luz da lua, têm o poder de chamar e dirigir matilhas de lobos. Os que estudaram o comportamento destes cães selvagens sabem que um ser humano pode constituir-se líder de uma matilha nas mentes dos lobos. Algumas pessoas reuniram matilhas de lobos, como o personagem de Kipling no “O Livro da Selva”. Recordemos os trabalhos realizados sobre este tema pelo Dr. Rodríguez da Fuente e outros naturistas espanhóis.

A necessidade de se defender do lobo é um fato ancestral que deu origem a rituais religiosos, de tal forma que, no arcaísmo das religiões greco-latinas, encontramos divindades e gênios protetores do gado. Esse é o caso de Pan e dos faunos. Na mitologia Vascã, temos um curiosíssimo gênio protetor; de nome Basajaun, senhor dos bosques. A lenda descreve-o alto, com forma humana e coberto de pelos. Quando este gênio está perto não há perigo de que um lobo se aproxime. A sua presença é anunciada pelas ovelhas com a sacudidela simultânea dos seus sinos. Apesar de se tratar de um homem-lobo de grandes dimensões, tem boas intenções.

De qualquer modo, na península, é na Galiza onde está mais arreigada a lenda do “lobisomem”. Na Europa a lenda é muito popular na Alemanha, e em especial na zona dos Balcãs e dos Cártamos.


Em todos os lugares por onde o lobo tenha vagueado, as pessoas contaram histórias estarrecedoras de homens e mulheres que assumiam a forma de lobos e se alimentavam de gado e de seres humanos. Apesar de em quase todo o mundo se pôr em duvida as histórias de autentica transformação física, não podemos deixar de observar que uma lenda tão disseminada deve representar uma verdade cultural e de comportamento. A maioria dos cientistas rejeitou totalmente os homens-lobo enquanto sujeitos dignos de investigação devido aos preconceitos existentes contra tudo o que signifique transformação mágica.

Continua... Aguarde a Parte VI... 
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Lobo - Grande Matador - A Mitologia do Lobo - Parte II

Lobos Enviados Pelos Deuses

Do mesmo modo que determinados animais, como a águia e o corvo, exercem uma função oracular específica, são numerosas as lendas greco-latinas nas quais o lobo surge como um prodígio enviado pelos deuses em função de um presságio. Esse é o caso de Dânao: encontrando-se frente a frente, Dânao e Gelanor, a ponto de iniciar um combate decisivo, ao amanhecer um lobo saiu do bosque e precipitou-se sobre um rebanho que passava por diante da cidade. Saltou sobre o touro, dominou-o, e finalmente matou-o. Os argivos, impressionados pela semelhança de Dânao com esse lobo, viram nesse prodígio a vontade divina e elegeram Dânao como rei dos Argos. Este ergueu um santuário a Apolo Lício.

Também Psamate – nereida mãe de Foco – enviou contra os rebanhos de Peleo, que o haviam morto, um lobo furioso que foi convertido em pedra.

Perto do monte Soratte – montanha que eleva ao norte de Roma – viviam “os lobos de Sora” (Hirpi Soranii). Sobre esta confraria de lobos, que dançavam descalços sobre brasas de carvão, contava-se uma curiosa lenda conservada por Sérvio: Numa ocasião em que os habitantes do Soratte se encontravam oferecendo um sacrifício a Dis Pater, irromperam vários lobos que subtraíram das chamas pedaços de carne das vítimas. Os oficiantes lançaram-se em sua perseguição e após uma longa estrada, viram como desapareciam penetrando numa caverna da qual saia um fedor pestilento. Era tão espantoso o fedor, que não só matou os perseguidores como também espalhou uma epidemia por toda a comarca. Interrogou-se o oráculo e este respondeu que, para serenar os deuses, os habitantes deveriam “tornar-se semelhantes a lobos”, ou seja, viver da rapina. Segundo Plínio o seu rito anual de caminhar com os pés descalços sobre as brasas era considerado como uma garantia de fertilidade para o país; fazendo-o ficavam isentos de pagar impostos e do serviço militar.

Povos Sob o Signo do Lobo

Entre os indo-europeus, muitos foram os povos que surgiram a partir do lobo. Ao sul do mar Cáspio estendia-se Hircania, literalmente “país de lobos”. Em Frigia temos a tribo dos Orka (Orkoi); na Arcádia os Lyhaones; na Ásia Menor a Lucaonia. Um povo itálico, os Hirpinos, tem o lobo como animal originário; segundo Estrabón, os Hirpinos receberam o seu nome do lobo que lhes serviu de guia até ao seu novo aldeamento; diz este autor que Hirpus é o nome samnita do lobo, tradição também testemunhada por Festo. O homem da tribo samnita dos Lucanos, vizinhos dos Hirpinos, derivava, segundo Heraclito de Ponto, de Lykos, lobo em grego.

Mircea Eliáde assegura que em regiões tão distintas como Irlanda, Inglaterra e Espanha existiram tribos com nomes alusivos ao lobo, como os Loukentioi e Lucenses na Gália Celtibérica.

Na Ásia Central conhece-se, com numerosas variantes, o mito da união entre um lobo sobrenatural e uma princesa, que haveria dado origem a um povo ou dinastia. Os Tu-Kiu, um ramo dos Hiong-nu, afirmavam proceder de uma loba mítica. Em cada ano, o Khan dos Tu-Kiu oferecia um sacrifício à loba na mesma gruta onde, segundo se queria, havia parido. Os membros da guarda pessoal do rei eram chamados de lobos e durante o combate levavam um estandarte rematado pela figura de uma loba dourada. No “Livro Secreto dos Mongóis” podemos ler textualmente sobre os remotos princípios de seu passado:

Uma vez um lobo azul baixou do céu. 

Casou com uma corça. 
E vieram os dois, 
Passaram as águas imensas, 
Acamparam onde nasce Onón, 
Sob o monte de Burjan Jaldún. 
Assim nasceu Batachiján.


A partir deste primeiro homem, desta primeira semente, segue a linha até surgir um personagem decisivo na história do mundo e criador de um grande império, talvez o maior da História: o seu nome é Genghis Khan.

Temos irremediavelmente de voltar a socorrer-nos da erudição de Eliade, o qual fez um estudo exaustivo sobre lendas de lobos, tão vinculadas a seu país de origem, Roménia. Parece que os primitivos habitantes da região dos Cárpatos, os Dácios, foram inicialmente chamados de Daoi, o que significa “semelhantes a lobos”, da raiz Dhau, “apertar, estreitar, estrangular”. Este importante povo, com o lobo em seu estandarte, foi capaz de mobilizar cerca de 200.000 homens, segundo Estrabão. Júlio César compreendeu muito bem o perigo que representava esta nova potência militar e preparava-se para atacar os “lobos do Danúbio” quando foi assassinado. Mas a história tem caminhos tão estranhos como curiosos, e sobre isso Elíade escreve textualmente:

É significativo o fato de que o único povo que conseguiu vencer definitivamente os Dácios, que ocupou e colonizou o seu território e lhe impôs a sua língua, foi o povo romano, um povo cujo mito genealógico se formou em torno de Rómulo e Remo, filhos do deus-lobo Marte, amamentados pela loba do Capitólio. O povo romano foi resultado dessa conquista e assimilação. Na perspectiva da história mitológica poderíamos dizer que esse povo foi engendrado sob o signo do lobo, ou seja, que está destinado ás guerras, invasões e migrações. O lobo apareceu pela terceira vez no horizonte mítico da história dos daco-romanos e de seus descendentes. Com efeito, os principados romanos fundaram-se como sequela das invasões de Genghis Khan e de seus sucessores.


E já vimos qual foi a origem do grande mongol.

Aguarde a Parte III desse Post... Em breve...

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Música - Banda Månegarm


Månegarm é uma banda sueca de Viking/Black Metal, formada na cidade de Norrtälje e durante cerca de um mês os veteranos do Månegarm eram a banda Antikrist, mas perto do Natal de 1995, adotaram o nome atual, Månegarm que foi retirado da mitologia nórdica, é o nome de um dos lobos filhos de Fenrir, o de nome Mánagarm ("Caçador da Lua"), o qual engolirá a lua.

Misturando elementos de black, viking e folk metal, os suecos integram a onda do Viking Metal e chegaram em 2015 ao oitavo álbum, chamado simplesmente Månegarm.

Atuais Integrantes

Erik Grawsiö – Vocal, baixo e bateria
Jonas Almquist – Guitarra
Markus Andé – Guitarra
Jacob Hallegren - Bateria


Conheça uma das músicas do álbum lançado em 2015:

Odin Owns Ye All

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Mitologia Nódica: Týr

Na mitologia nórdica, Týr ou Ziu ou ainda "Tyrr" é o deus Æsir do combate, do céu, da luz, dos juramentos e, por isso, patrono da justiça, precursor de Odin. Ao tempo dos vikings, Týr abriu caminho para Odin, que se tornou ele próprio o deus da Guerra; filho do gigante do mar do inverno Hymir, passou a ser considerado filho de Odin, devido a sua coragem e heroísmo em batalha, representado por um homem sem a mão direita.

Na mitologia grego-romana, seria o equivalente a Marte (deidade ou anjo protetor, dos soldados e dos que se envolviam no Estado de guerra).

Ele perdeu a mão direita ao colocá-la na boca do deus-lobo Fenrir, o que permitiu que os deuses prendessem Fenrir.

Seu símbolo é a lança, na mitologia nórdica tanto uma arma como um símbolo de justiça. É também identificado com Tîwaz.

Runa de Týr



Fonte.: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 5 de abril de 2015

O lobo e o vento

Ele sempre foi diferente de nós. Pele pálida, cabelos castanhos, olhos azuis e gélidos.
Seu olhar era petrificante, sempre parecia que estava olhando-nos direito na alma, sempre que fazia isso ele ostentava um sorriso muito discreto.
Ninguém sabe como ou quando ele chegou aqui. Mas da noite pro dia, ele estava no meio de nós.
Ouvia atento a todas as conversas, mesmo que distantes, tinha excelente olfato e aqueles que ouviram sua voz diziam que era tão bela quanto a de um anjo, que ele tinha o dom das palavras.
Numa noite fria e de ventos fortes acordei de meu sono, abri a janela e o vi andando em direção a floresta, acordei meu irmão e fomos atrás do garoto, temendo que fosse atacado por um animal ou coisa pior.
Ele andava tão rápido e silencioso quanto um fantasma. Eu e meu irmão corríamos e tropeçavamos fazendo um certo barulho na escuridão da noite.
Ao sairmos da floresta nos deparamos com uma enorme colina cheia de gramas verdejantes e enormes pedras.
A criança subiu a colina e ao chegar ao topo parou e não se moveu por vários minutos.
Estufou o peito enchendo-o de ar, achamos que fosse gritar ou chorar, mas para nossa desagradável surpresa, quando ele abriu a boca um inconfundível uivo de lobo ecoou por nossos ouvidos.
Escondemo-nos atrás de umas das pedras ao ouvir o forte vento uivar em resposta e a criança ser envolta por um redemoinho de vento.
Segundos depois o garoto olhou em nossa direção com seus olhos azuis que não eram mais gélidos, mas elétricos e aterrorizantes.
Sorriu como nunca antes e foi completamente tragado pelo redemoinho de vento e uma neblina particulares ao seu redor.
Quando vento e neblina se disciparam ele havia desaparecido, apenas suas vestes estavam lá. Aterrorizados, eu e meu irmão as agarramos e fugimos de volta pra casa, queimamos suad vestes e juramos nunca falar sobre isso em hipótese alguma.

- Hugo Antônio

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Luluna



Mirai, criatura do horizonte!
Com esses olhos taciturnos.
O que se esconde nessa gélida sombra?
Me encurrala com o gume dessa tão assombrosa foice, que já não atina
como fizera outrora.
Me ceifa e arrebata, me prende em uma semana.
Já jaz da minha pobre alma, lamentos que em ti derrama.

É o fulgor que se esvai da sua bondade, e que ganha nova melodia. A
eufonia de uivos das crianças vazias.
Olhai como é majestosa! Até quando rouba todo o brilho de seu rival pomposo.
Contemplai suas formas e sua dança, que embriaga escapulida o
desespero dos amantes.
Eis que torna-me tua serva, com atributos surreais...
Faz-me canídea selvagem, solitária, ameaçadora, diva da noite fugaz.

Poema enviado pela belíssima leitora, Caroline Letícia - BA

Poema: Licantropia



Fantasmas assombram minha mente!
Escondi esqueletos no armário,
outros tantos cadáveres no porão,
espíritos do passado estão acorrentados em mim.

No meu cemitério particular o desobediente
chora e sua mãe não ouve.
Da carne o sangue, arrependimento sem perdão.
O céu é uma mentirinha mal contada
e o inferno fica bem aqui.
Então não conte com Dante para ajudar.

Meu encanto esconde meu retrato
como fez com Dorian também.
Quem se deita comigo acorda com a fera
e não há nada de belo num licantropo.

Na lua cheia esvazio minha devassidão,
alimento-me da luxuria do seu coração,
por baixo dos panos separo a pele,
lábios pudicos se abrem em êxtase.
Uso do amor para expor seu sexo
e da minha saliva para transformar sua vida.

Falo bem do bem e do mal,
não sou nem um e nem outro.
Hora homem e hora animal,
os dois sou eu.

Este é o pacto...
...Fique longe, a carne se abrasará,
porém o espírito se salvará.
Ou...
...Se entregue, o corpo se satisfará,
Entretanto a alma se perderá.



D’Obscuro  

Frase - A Própria Mudança

Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.
Mahatma Gandhi

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Os Lobos estão Chegando [Parte 2]

Por Sloane J.

Os lobos estão chegando...
Alguns de nós vai gostar, alguns de nós não.
Alguns de nós vai vigiá-los com câmeras,
E outros irão vigiá-los com Armas.
Então nós trememos quando nos perseguir.

Os Lobos estão chegando...
Eles estão vestidos de mistério e majestade,
Rodeado por nosso amor e ódio.
Eles andam através de nossos pensamentos e sonhos,
E eles aparecem em nossas histórias e lendas.

Os lobos estão Chegando...
Sua jovem vai jogar nos prados,
Os antigos vão cochilar ao Sol,
E os alfas vão vigiar os dois,
Pois eles não são apenas um pacote, mas uma família.

Os Lobos estão chegando...
Agora seus gritos ecoam nas montanhas,
Levada pelos ventos frios para baixo, em nosso campos de registro,
Os nosso empreendimentos imobiliários, nossas cidades,
E as nossas ilusões de conquistam.


Os Lobos Estão Chegando...

domingo, 16 de junho de 2013

Os Lobos Estão Chegando [Parte 1]

Criado por Sloane J.

Os Lobos estão chegando...
Seus pés estão caindo em caminhos esquecidos,
Suas vozes há muito perdidos estão enchendo o céu.
Enquanto os seus olhos amarelos cortados durante a noite,
Eles deixam suas pegadas nas margens de rios lamacentos.

Os Lobos estão chegando...
Os Sussurros da Floresta de seu retorno,
De sua tentativa de restaurar-se na Criação,
A tercer-se de volta para a teia da vida,
Que conecta todas as coisas vivas.

Os lobos estão chegando...
Seus dentes estão buscando sua noite para orar,
O veado e o alce, o gado e as ovelhas,
Eles deixarão o sangue espalhado no seu rastro.
Entanto, a carne é o que eles necessitam, então de carne devem-se alimentar

Os lobos estão chegando...
Alguns de nós vai cumprimentá-los com armadilhas e balas,
Outros com canções e tambores,
Alguns vão dizer: “Bem-Vindo à casa Irmão.”
Outros vão dizer: “Vá embora Assassino!”

Os lobos estão chegando...
Alguns deles virá sozinho, outros virão em bandos.
Lobos Cinzentos, Lobos Negros, Lobos Marrons, Lobos Prata
Lobos até mesmo branco, todos estão de volta
Voltando, para as terras que já habitaram

↓ Nota 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Origem de Led Zeppelin



A palavra Led Zeppelin, traduzida para a língua portuguesa, seria como, “Zepelim guiado”, ou literalmente, “Zepelim conduzido”.

Reza a lenda que a primeira música tocada por Page, Jones, Plant e Boham foi “Train Kept a Rolling“. Quando a música acabou, em silêncio eles se olharam, não sabiam o que havia acontecido, mas sabiam que a química era especial, algo fantástico, um novo som.

Nos shows, ninguém entendia muita coisa, o público costumava ficar, no primeiro momento, assustado com a massa sonora e o vocalista uivando como um Lobo. 

Em um dos concertos, Keith Moon, baterista do Who, estava na platéia e comentou: “essa banda jamais vai decolar, é pesada como um Zepelim de Chumbo”, Page gostou da idéia. Mas a palavra “lead” (chumbo) é propositadamente escrita errada para evitar uma possível confusão com “lead Zeppelin”, que seria interpretado com o sentido semelhante de lead singer, que significa vocalista.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Passado... Presente... Futuro




Houve o tempo em que fomos grandes,
Fomos Deuses temidos e respeitados,
Fomos Feras mortais e assustadoras.
Fomos... foi-se nosso Passado...

Hoje somos brincadeira,
Uma moda, uma idealização irreal,
Um objeto de consumo criado pela mídia,
Somos falsos... Inventados...
Somos... esse é nosso Presente...

E do Futuro, o que dizer?
Seremos mortos?
Seremos a morte?
Continuaremos sendo lenda?
Seremos esquecidos?
E o Futuro... O que será?

Gabriel D’Amorim

A Transformação de Hemlock Grove


Se você achava que a transformação do filme Um Lobisomem Americano em Londres era algo doloroso, prepare-se você não viu nada. Quando você coloca um lupino nas mãos de uma série produzida pelo nosso querido Eli Roth, a mente por trás de filmes como O Albergue, um homem se transformar em lobo é algo bizarro, nojento, doloroso e muito legal!

A metamorfose é bem detalhada e promete mexer com os nervos de muita gente. Não bastassem peles, tripas e órgãos caindo no chão, após o processo o lobo… bem, você tem que ver!

Adaptada da obra de Brian McGreevy, a série Hemlock Grove é um drama de terror gótico situado na pequena cidade de Hemlock Grove, no interior da Pensilvânia. Dominada pela família Godfrey, que mantinha uma fábrica de aço na região, a cidade vive a crise econômica.

Para se manter, família passou a se dedicar à biotecnologia, montando laboratórios localizados em áreas secretas da fábrica abandonada, onde experiências comprometedoras são realizadas em seres vivos. Quando o corpo de uma adolescente é encontrado, suspeitas recaem sobre um jovem cigano.

O seriado é uma produção exclusiva do serviço de streaming Netflix e deve estrear em todos os países que possuem o serviço, inclusive no Brasil, dia 19 de abril.



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coração Lobo


Nasci assim... único, exclusivo, diferente,
Nasci um Lobo, nasci perfeito!
Como Lobo me tornaram grande, poderoso,
Do poder eu aprendi a me conter.

“Tanta força não pode ser usada para o mal”
Era isso que me diziam...
Tanta força... Tanto controle...
Nasci num mundo onde não posso ser eu.

Cresci contido, preso na própria carne,
Medindo força contra minha natureza...
Prendi a mim mesmo... Dentro de meu corpo,
Corpo humano... Coração de Lobo...

“Me sinto tão estranho aqui”
É o que mais digo, meus amigos...
Quantos de vocês sofreram torturas de um condenado?
Só meus semelhantes...

A sombra do passado ainda assombra,
Os pesadelos ainda tiram o sono,
O coração do Lobo,
Ainda sente... sente muito... 

Gabriel D'Amorim

segunda-feira, 25 de março de 2013

Lamentos do Lobo


Por L.R. Silva

Tornando-me um só com o lobo
Tornando-me um só com o coração
Alteração a harmonia
Sentindo a Sensação

Patas sobre o gelo
Sangue entre os dentes
Facas usadas como Garra
Na cena do acidente

Olhando a presa ou vítima 
Feridas sobre aquele mesmo chão
Imaginar sobre a vida e a alma
Tentar uma resposta encontrar

Dúvidas cruéis ao ver o Lobo Rei
Morto,  já sem vida
Clamando por uma oração
Implorando por um perdão

Mas nada é perdoado por mim
Que ali estava tomando sua posição
Mais lobos chegam, com garras de perfurantes
Sangue no olho, dentes arreganhados
É hora da Retaliação

Lamentos, Sangue e Ódio
Tudo se derrama num mesmo local
Mas a derrota daquele que morre
Jamais será perdoada

quinta-feira, 21 de março de 2013

Espiritualidade Lupina



Lobisomem é um termo designado para explicar a razão de um ser humano que possui a habilidade de assumir a forma de um lobo a qualquer momento do dia, independentemente  se é noite e a lua brilha alto, ou se é dia o sol se exibe, isso é um lobisomem. Segundo as lendas, uma pessoa pode se tornar um lobisomem por muitos motivos, desde herança genética até mesmo por receber uma benção de alguma entidade espiritual muito forte.

Mas como isso próprio diz, nem todas pessoas podem ser Garous, nem todos podem ter acessos à determinados assuntos, e é através do 'anonimato' que muitos mistérios que assolam a mente de muitos humanos continua, e talvez seja por isso que o mundo continue mantendo um equilíbrio.

O mundo todo está conectado, em um perfeito equilíbrio, e a falta de qualquer elemento pode levar ele a uma ruína ou uma nova maneira de pensar e agir, pensem como se fosse uma cadeia alimentar, a falta de um consumidor pode levar a morte de todos os outros, e nisso que vivemos, o equilíbrio ecológico; Se não tiver este equilíbrio tenha certeza, que o mundo teria de arranjar uma maneira de se reestruturar para poder viver em equilíbrio novamente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Lobo e o Vampiro

Autoria Desconhecida

Meu velho amigo, meu lobo bom ...
Nós iluminar o século amizade
Caminhamos através da verdade, e vice-versa
Entre as inúmeras estradas
Procurando a verdade da existência.

Você se lembra do que de repente se tornou
A chave para a nossa amizade eterna?
Como brilhou ao redor
Com o fogo do círculo de vida de comprimido
E o riso despreocupado dos Cavaleiros Templários?

Como os dois nós de lado a lado
Jogou rasgar e destruir?
Não perdemos em combate
Nem os Templários, nem o fogo
E nós fomos ... e sobreviveu ...

Lembram-se do tribunal na torre Norte
Como vingança sendo realizado sob o sol?
Você se lembra de Jacques de Molay
Viver queimar na fogueira?
Ele encontrou os olhos de mim ...

Por muito tempo eu não conseguia entender
Com esta visão e era a resposta!
Aqui ... a gente se separou ...
Sinto muito meu amigo, é hora de ir
O que seria breve encontro com o amanhecer.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Poema - Sangue na Neve


Você está refletida no vidro
Milhões de pedaços da lua,
Os demônios estão dançando em seus olhos
Noite escura, o silêncio da floresta.

Atrás da neve sussurraram baixinho.
Quem foge-me no escuro?
Ele é aquele que quebrou a minha paz,
Nesse sono de neve sangrenta?

Torna escuridão brilha através da janela.
Não é de hoje você morre
E a fibra de sua alma
Vai queimar no inferno para sempre.

Com os ramos finos lascado, geada
É liberado lentamente na neve.
Você vai, uivando no vale
Por todo século, lobisomem curto.

Autoria Desconhecida