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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Conto: O Portador do Fim

Em qualquer cidade, em qualquer país, vá a qualquer manicômio ou moradia de reintegração social que você pode visitar. Quando você chegar à recepção, peça para visitar alguém que se auto-intitula “O Portador do Fim". Com uma expressão de criança, o receio vem sobre o rosto dos trabalhadores, você será levado para uma cela no prédio. Ele estará em uma seção oculta e profunda do edifício. Tudo o que você vai ouvir, é o som de alguém falando sozinho ecoar pelos corredores. É uma língua que você não vai entender, mas sua alma sentirá um medo indizível.

Se a voz parar em qualquer momento, PARE e DEPRESSA diga em voz alta: “Eu estou apenas de passagem, eu desejo conversar". Se você ainda ouvir o silêncio, fuja. Saia, não pare para nada, não vá para casa, não fique em uma pousada, basta manter-se em movimento, e dormir onde seu corpo cair. Você vai saber na parte da manhã se você escapou.

Se a voz na sala retornar depois de pronunciar essas palavras, continue.  Ao chegar à cela tudo o que você vai ver é uma sala sem janelas, com uma pessoa no canto, falando uma língua desconhecida, e segurando alguma coisa. A pessoa só irá responder a uma pergunta. “O que acontece quando todos eles se unem?".

A pessoa, então, olhará em seus olhos e responderá a sua pergunta em detalhes horripilantes. Muitos enlouquecem nessa mesma cela, algumas desaparecem logo após a reunião, e alguns apenas nos finais de suas vidas. Mas a maioria faz a pior coisa: olha o objeto nas mãos da pessoa. Você quererá também. Esteja avisado de que se você fizer isso, sua morte será uma crueldade implacável e horrorosa.

A sua morte será naquela sala, pelas mãos dessa pessoa.

Aquele objeto é 1 de 538. Eles nunca deverão se unir. Nunca.

Autoria Desconhecida
Lambido da Página Fatos Desconhecidos

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Mal Agouro


Sempre me fora dito que os corvos são criaturas malignas que só trazem desgraça e morte por onde passam.


Nunca acreditei em tais lendas, afinal, são apenas lendas. Porém sempre notei um curioso fato, sempre que alguém morria em algum lugar havia um corvo perto de seu corpo ou até mesmo pessoas que vieram a morrer tempos depois eram vigiadas de longe por um corvo.


Com o passar do tempo nosso pequeno e pacato reino se envolveu em uma terrível e sangrenta guerra com um reino vizinho. A partir de então eu via muitos corvos e com uma frequência assustadora. Não tardou muito para que eu fosse recrutado a lutar nos campos de batalha. A guerra já durava anos e não acontecia nada além de sangue, morte de ambos os lados... e é claro, os corvos.

A situação começou a me desesperar quando passei a ter como primeira visão todos os dias ao acordar um corvo negro de olhos vermelhos comendo carne de um cadáver ou até mesmo com o bico e as penas manchados em sangue. Essa guerra tinha que acabar logo ou não haveria sobreviventes, pois nos anos que se passaram já haviam morrido tantas pessoas que dezenas, não, centenas de vilas e vilarejos de ambos os reinos encontravam-se desertos.

Guerreamos com bravura por tanto tempo que atacar com a espada e defender com nossos escudos eram o praticamente gestos automáticos, fazíamos isso sem nem perceber. Porém, um a um meus companheiros foram abatidos ou pelos inimigos, ou por doenças ou pela exaustão. Foi horrível!

Não tardou muito até que nossos exércitos se resumiram a um único homem de cada lado. Eu e o rei inimigo, Meu rei infelizmente havia morrido com uma flecha certeira no coração. Hoje, num dia nublado, num campo aberto, estávamos apenas eu, meu inimigo e é claro, os corvos. Poucos metros a minha frente havia uma espada cravada no com a lâmina no chão e apoiando-se sobre o punho havia um corvo visivelmente sábio, com suas penas negras como a mais profunda noite e seus olhos mais vermelhos que sangue ou brasas.

Ao primeiro pio do corvo disparei na direção de meu inimigo tão rápido que antes mesmo que ele percebesse eu já o tinha transpassado com a espada, cortando seu coração ao meio. Deixei o corpo cair para trás no chão sem que eu retirasse minha espada. Sentindo-me vitorioso virei-me a volta dando um urro de vitória com meu braço direito estendido aos céus tempestuosos. Percebi que o corvo ainda estava repousado tranquilamente na espada e me observava com interesse, após seu pio eu senti a exaustão e a dor de todos os ferimentos que tantos anos de batalha me atacando todos ao mesmo tempo.

Desabei no chão caindo de costas e vi o corvo alçar voo em minha direção e pousar em minha barriga, senti a agonia de suas garras caminhando até que ele estivesse parado em meu peito me olhando no fundo do olhos como se pudesse ver minha alma com aqueles olhos vermelhos e brilhantes. Minha visão escureceu e antes de eu perder a consciência ouvi o corvo falando em minha mente.

 "Hoje a vitória não pertence a você!"

Essa é a última coisa de que me lembro...


Autor: Hugo Antônio

sábado, 2 de janeiro de 2016

Cisão .1 - Aporta

Uma lenda muito antiga que vaga no mundo por tanto tempo e de formas tão diferentes que já não se consegue rastrear a verdadeira origem, se é que há uma origem e não várias.

Mas isso não importa mais, nem sequer importava o porque tinha se tornado o que era, sua única esperança era acreditar naquele cara estranho que lhe prometera a redenção e sua vida de volta. Pensava o jovem lobo de cima do pequeno prédio, sua pelagem cinzenta balançando ao vento do verão que chegara, esperando a lua estar no alto do céu e as nuvens escassas se dissiparem.

Eram 01:10 da madrugada quando decidiu agir, habilmente deslizou pela lateral do prédio usando suas garras para aparar a velocidade da queda. Antes de chegar ao telhado do estacionamento, saltou para trás, caindo no terreno baldio ao lado sendo aparado pelo mato alto que havia ali. Antes de partir repassou mentalmente o terreno adiante, iria pular o muro à esquerda e seguir pelos terrenos até o penúltimo, dali seguiria para o norte atravessando a rua e o quartel do exército.

Na calçada à direita havia um sentinela longe demais para notar qualquer coisa, à frente um muro de grades de 1 metro, dentro do terreno também a direita outro sentinela, mas este armado com fuzil e à esquerda em uma guarita dentro do terreno também armado, sua vigilância era para a rua então se não fizesse nenhum barulho alto demais não seria notado, seguindo em frente por uma pista de obstáculos e bem à esquerda em uma guarita colada ao muro outro sentinela armado e um morro inclinado a frente, subindo o morro encontraria ainda mais uma sentinela armada, se passasse despercebido conseguiria utilizar uma das árvores no pé do morro como estilingue para arremessá-lo  no terreno em frente sem ser notado pelos cães de guarda.

Seu coração pulsava a pondo de senti-lo fazer pressão na lateral da cabeça, depois de tanto tempo finalmente estava a metros de distância do réquiem, um pano negro com círculos e simbologias de várias culturas. Correria com os quatro membros afim de agilizar sua velocidade. Respirou fundo mal contendo sua ansiedade e partiu. Deixando em poucos segundos os muros atrás de si e subindo o morro como se fosse nada, seu objetivo cada vez mais perto e os obstáculos deixados para trás com facilidade, em cima do morro viu a sentinela virada para a esquerda observando a estrada abaixo, então vendo isso relaxou um pouco, um erro grave.

Com toda a ansiedade não percebeu o pequeno Quero-quero que repousava em seu ninho, quando ia pousar nas patas dianteiras do salto da corrida uma delas pegou exatamente em cima da ave, a falta de solidez fez com que torcesse a pata fazendo com que caísse, girado diversas vezes, terminando com de costas, num salto levantou-se e continuou correndo até a beira onde pegou todo o impulso que podia e saltou, pensou consigo "quase lá...", então ouviu um barulho que qualquer um num raio de um quilômetro ouviria, BANG!

O lobo olhou levemente para trás e encontrou a sentinela sentado em meio a areia da pista de corrida com o fuzil no chão logo atrás de suas costas ainda soltando a fumaça do tiro. "Se não fosse a bandoleira aquela arma teria ido bem mais longe", Pensava enquanto uma pergunta apareceu, "Aonde ele atirou?". A resposta não tardou quando segurou o galho e estava impulsionando o salto para fora do terreno sentiu o braço amolecer, o tiro, por puro azar, o atingiu no ombro sentiu a mão se abrir sem forças no meio do empuxo e ser arremessado para cima.

Caindo no meio fio do outro lado da rua, a queda de 12 metros cobrou seu preço, além do buraco do tiro e a fraqueza no braço direito a queda lhe custou 2 costelas e uma clavícula, longe de ser qualquer coisa fatal mas isso o impediria completamente de lutar seja ela qual for, o sentinela daquele posto vinha correndo para seu posto enquanto ouvia-se gritos de alarme acordando a vizinhança, seu alvo sem dúvida acordou com o latir dos cães, por entre os dentes cerrados de raiva e a dor que sangrava de suas feridas, tomou uma decisão coerente com a situação, virou-se e correu, sumindo nas ruas rapidamente.


Autor: Jean Lamim
Edição: Hugo Antônio

domingo, 5 de abril de 2015

O lobo e o vento

Ele sempre foi diferente de nós. Pele pálida, cabelos castanhos, olhos azuis e gélidos.
Seu olhar era petrificante, sempre parecia que estava olhando-nos direito na alma, sempre que fazia isso ele ostentava um sorriso muito discreto.
Ninguém sabe como ou quando ele chegou aqui. Mas da noite pro dia, ele estava no meio de nós.
Ouvia atento a todas as conversas, mesmo que distantes, tinha excelente olfato e aqueles que ouviram sua voz diziam que era tão bela quanto a de um anjo, que ele tinha o dom das palavras.
Numa noite fria e de ventos fortes acordei de meu sono, abri a janela e o vi andando em direção a floresta, acordei meu irmão e fomos atrás do garoto, temendo que fosse atacado por um animal ou coisa pior.
Ele andava tão rápido e silencioso quanto um fantasma. Eu e meu irmão corríamos e tropeçavamos fazendo um certo barulho na escuridão da noite.
Ao sairmos da floresta nos deparamos com uma enorme colina cheia de gramas verdejantes e enormes pedras.
A criança subiu a colina e ao chegar ao topo parou e não se moveu por vários minutos.
Estufou o peito enchendo-o de ar, achamos que fosse gritar ou chorar, mas para nossa desagradável surpresa, quando ele abriu a boca um inconfundível uivo de lobo ecoou por nossos ouvidos.
Escondemo-nos atrás de umas das pedras ao ouvir o forte vento uivar em resposta e a criança ser envolta por um redemoinho de vento.
Segundos depois o garoto olhou em nossa direção com seus olhos azuis que não eram mais gélidos, mas elétricos e aterrorizantes.
Sorriu como nunca antes e foi completamente tragado pelo redemoinho de vento e uma neblina particulares ao seu redor.
Quando vento e neblina se disciparam ele havia desaparecido, apenas suas vestes estavam lá. Aterrorizados, eu e meu irmão as agarramos e fugimos de volta pra casa, queimamos suad vestes e juramos nunca falar sobre isso em hipótese alguma.

- Hugo Antônio

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Disse o Arcanjo Lycan...



Uma senhora estava preocupada com a saúde mental de seu filho adotivo, pois o mesmo apresentava comportamentos atípicos, a mãe decidiu então chamar um especialista espanhol, que com poucos minutos analizando a criança notou que ela realmente era diferente, mas ao mesmo tempo em muito se assemelhava a ele. O doutor foi até à mãe e disse: 

- Que criança saudável a senhora tem, hein...
 
- Saudável?! – respondeu a mulher vorazmente – Ele em alguns momentos parece uma aberração! 

- Aberração... É esse o nome que vocês dão ao dom de seu filho adotivo?! – disse o doutor apontando sorridente para a criança transformada à luz da Lua Cheia, transformando-se junto da criança logo em seguida.


domingo, 20 de outubro de 2013

O Homem e o Jovem Lycan – Parte IV

 Jovem: Meu nome? Meu nome é Aidan!
 Aslam: Aidan .... han? Que nome familiar onde será que o ouvi?
 Aidan: Como vou saber?!
 Aslam(sussurrando): Criança cruel!
 Aidan: O que você disse?
 Aslam: Nada, vamos comer alguma coisa e dormir logo.
 Aidan(sorrindo): Concordo!
 Assim que terminaram a discutição, ambos se puseram em suas formas Lycan e foram caçar algo para jantar. Já passava das 09:00h da noite quando voltaram para a gruta carregando um javali enorme.
 Aslam tratou de reascender a fogueira que tinha se apagado, enquanto Aidan tratou de preparar a carne para que pudessem fazer um churrasco.
 Já era por volta de 02:00h da manhã quando terminaram de comer, conversar e contar historias, como se fossem pai e filho (até porque Aslam tinha idade mais que suficiente para ser pai de Aidan), como dois velhos amigos(embora se conheceram naquele dia).
 A diversão acabou quando Aslam, mais experiente, ouviu um galho se quebrar ao longe.
 Aslam(apagando a fogueira): Tem alguém vindo!
 Aidan: Impossível, deve ser um animal!
 Aslam(furioso): Cheiramos à lobo, que tipo de animal viria até uma gruta infestada com cheiro de lobo?
 Aidan: Você tem razão!~Barulho de tiros~, Ei o que é isso?
 Aslam: São os aldeões! CORRA!

Logo, logo tem mais.

domingo, 22 de setembro de 2013

O Homem e o Jovem Lycan – Parte III

 O homem conduziu o jovem até uma pequena gruta escondida na floresta e disse:
 - Prepara-te, pois passaremos a noite aqui! Anda me ajude a ascender uma fogueira!
 O jovem catou alguns galhos perto da gruta e levou ao homem, que habilidosamente, esfregou duas pedras, produzindo assim fogo.
 O jovem ainda não satisfeito com a falta de informações por parte do homem, pergunta inocentemente:
 - Quem estás procurando? Qual é seu nome de verdade? E o mais importante, como você sabia que havia uma gruta aqui nesta parte da floresta se você mesmo disse que não era daqui?
 O homem admirado com a inteligência do jovem conta sua historia:
 - Estou procurando meu filho, que à muito tempo esta perdido!  Meu nome é Aslam! Eu menti para você, eu já morei naquela vila há vários anos atrás, por isso conheço a floresta.
 Disse o homem com um triste semblante.
 O jovem se levanta e dá um chute no rosto do homem, que cai assustado gritando impacientemente:
 - Por que você fez isso?
 O jovem com um olhar maligno em seu rosto, diz:
 - Eu odeio quando mentem para mim!
 O homem neste instante lembra-se de seu filho. Ao se lembrar do rosto da criança ele se põe a chorar lembrando que da ultima vez que viu seu filho, a criança disse a mesma coisa que o jovem:
- “Eu odeio quando mentem para mim!”
 O jovem não entendendo o porque o homem estava tão abalado com tal frase, grita furiosamente:
 - Levanta-te velho! Por que choras? Ergue-te e te recomponhas homem idiota!
 O homem já feliz pois tinha ganhado do jovem energias para continuar sua jornada à procura de seu filho, mas antes desconta no jovem um poderoso soco no meio da cara e diz:
 - Obrigado meu jovem. Eu com certeza vou encontrar meu filho! Mas você ainda não me disse seu nome, qual é?
 O jovem vendo que o homem estava curioso, ele o soca no rosto e grita:
 - O meu nome? O meu nome é ......

CONTINUA

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Dê Adeus ao Inverno Passado

Por Eduardo Rodrigues

Acordei logo pela manhã, não estava tão quente, nem tão frio, quando o meu corpo dava por avisar que iria logo eu ter febre, liguei a torneira da banheira e me deitei, tirei as roupas, precisava de uma banho urgente, afinal eram muitas aquelas que cobriam meu corpo e naquela escuridão matutina natural de todos, eu estava decidido à tomar banho...

Era mais uma vez dia 24 de Dezembro, e lá estava eu novamente, com sono, e continuando naquela escuridão matutina, naquela data onde há milhares de quilômetros, uma família estaria indo visitar um túmulo qualquer, ao invés de se reunir para comemorar as festividades, todos envoltos de uma única mesa recheada de abundantes alimentos, onde efetuariam as suas ações de graças, mas não... Novamente por minha culpa eles não poderiam desfrutar de mais um recesso em mais um ano...

Era o meu mais sério problema de se acordar numa data qualquer e sentir a minha ferida sangrando... Latejando e se tornando mais sangrante do que na data anterior, envolvendo todas as minhas memórias num contorno de uma vida... Sim, enormes feridas marcadas pelo destino que nem mesmo o tempo foi capaz de curar, por que foi somente abrir mão de uma coisa para o restante falhar.

Mas ainda era natal, mesmo que naquele lugar sem neve, localizado quase no outro extremo do planeta, era também lá o dia 24 de Dezembro, um dia especial, lá fora em meio à uma floresta sem som, nenhuma pessoa com capacidade mental suficiente teria resistido tanto tempo longe das pessoas, isolada em meio à escuridão de uma floresta.

Mas ainda assim era Natal... Ou quem sabe, sua véspera... Entrar em uma banheira de mármore, sim, eu era  muito especial, igualmente à um anjo maligno no meio dos seres de luz, não existia maneira melhor de se explicar, afinal a mente de um escritor é uma armadilha mortal, ninguém que nela embarca é capaz de escapar com a sua sanidade mental intacta.

E que nem você imaginar que louco seria, se o bom velhinho, o também conhecido Papai Noel se transformar, mostrar na verdade ser um lobo, mas não um animal qualquer, mais um Papai Noel Lobisomem, que nos dias Vinte e Quatro de Dezembro sai em seu treno mágico, vindo não da Terra, mas sim da lua, passando pela casa de todos os lupinos e deixando pra todos uma pequena lembrança... E embaixo das árvores natalinas de carne, o que ninguém espera, será que eles comemoram mesmo desta maneira...

Ou uma coisa mais show ainda pense se o lobisomem Noel tivesse um plano de dominação do mundo humano, fazendo questão de invadir todas as casas para poder transformar todas as crianças em jovens lupinos, seria demais eu tenho que admitir e sinto muito por não ser essa a realidade, ou talvez seja e ninguém imagina...

O fato é que a mente de um escritor não pode parar, e de funcionar e mesmo durante crises emocionais ele tem de voltar à ativa, por que você alguém vai precisar...

Já era de tarde quando resolvi de lá sair, meu coração "sagrante" não havia cessado a hemorragia, mesmo naquela mesa de jantar longa e grande, a solidão veio à cobrar soluções, abandonar a família naquela área não havia sido uma boa solução, fugir de pessoas tão valorosas que eu amava... Passei a mão na minha barba branca e mesmo naquela solidão tinha de pensar na minha tarefa que eu tinha toda a responsabilidade de tornar realidade.

Logo de noite, pertinho da lareira cai no sono, esperando uma solução para o meu pandemônio e com um sorrisinho no meu rosto pálido, eu aguardei tudo voltar, era somente um soninho bobo, antes que eu de lá pudesse retornar...

Os Elfos e Gnomos Mágicos com tuas correntes ao meu encontram partiram, colocando a sacola mágica no carro, e  obrigando eu à ficar dirigindo, passando pela casa de todos, sem ao menos ser notado, deixando lembrancinhas para as pequenas criancinhas se sentirem lembradas.

Mas foi numa hora qualquer daquela noite mágica, enquanto muitos dormiam, que elas entraram dentro de uma casa, e foi neste momento que eu tive aquela visão encantadora, eu queria sair de dentro daquele carro voador,, mas também eu não queria decepcionar quem longe de mim precisa de mim... Não, ter feito isso uma vez já havia sido demais.

Olhei para ela somente uma vez, deixando minha imaginação me controlar, a sua luz resplandescente durante à noite, era como a luz para a esperança, talvez essa seria uma nova maneira de enxergar o mundo.

E a cena se repetia durante os anos seguintes, e assim foi por um longo tempo, até que um dia ela me entregou a chance de poder continuar com o meu desejo, e novamente lá eu estava eu de frente pra lareira, colocando os presentes debaixo da árvore de Natal, comendo os biscoitos e tomando o leite que as crianças deixavam pra mim.

E mesmo depois de tantos arrependimentos, depois de tantos sofrimentos, era de se alegrar ver as jovens crianças, pensando que quem colocava os presentes era na verdade um velho barbado e gordo, quando, na verdade, eles não imaginam que este cara sou eu...  O cara que antes estava sendo preso e que se libertou, e que por prazer de ver todos

E vocês já se perguntaram por onde anda o Papai Noel nos dias após o Natal? Se pensou que era no polo Norte errou, ele não gosta de frio, prefere ficar ao lado de quem gosta dele... E é com as suas evoluções do tempo que aprendeu a ser o "bom velhinho" que todos amam, mas é claro que os jovens lupinos sem meu presente não podem ficar, pois coisas valiosas recebemos todos os dias...

Moral da História: O tempo pode curar as feridas, se você encontrar e ser capaz de enxergar a coisa que lhe deixa feliz, resolver escapar dos problemas não é uma solução válida para nenhuma pessoa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Lobo Esfaimado



Passando um lobo esfaimado por uma casa, ouviu chorar dentro um menino, e lhe dizia a mãe:

- Se choras, dar-te-ei ao lobo.

Este, parecendo-lhe ser aquilo assim, esperou um pouco; porém vendo que, sossegando-se o menino, a mãe, fazendo-lhe carícias, lhe dizia:

- Se vier o lobo havemos de matá-lo!

Uivando partiu dali, dizendo:

- Esta diz uma cousa, e faz outra! Há muitos cobiçosos, que cegos da sua utilidade, esperam cousas impossíveis!


Fábulas de Esopo


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Qual Seu Nome?!



Conta-se que certa vez, um humano estava sendo atacado por uma gangue também composta por humanos quando um velho lupino apareceu em meio a confusão e transformou-se em lobisomem na frente dos rapaz e estraçalhou a gangue. O jovem humano que estava sendo agredido, não sucumbindo a loucura por ver tal cena e muito grato ao ocorrido, aproximou-se do velhote, já em sua forma humana e questionou:

- Como chamas esta Fera a qual tu te transformas?

O velhote ainda vestindo seus trapos responde com outra pergunta:

- Diga-me primeiro... Qual o nome de seus braços e de suas pernas?!

- Hã?! ... Mas à eles não posso atribuir nomes próprios...

- Exatamente – responde o velho com um riso rouco – Exatamente isso meu caro símio...


Gabriel “Arcanjo Lycan” D’Amorim

sábado, 18 de agosto de 2012

Augúrios - Lobisomem, Apocalipse


Luna, a irmã de Gaia, é a mentora e mãe de todos os Lupinos. É Gaia quem alimenta, mas é Luna, a nossa Deusa sábia e lunática, que proporciona caminhos para seus filhos seguirem. A trilha, ou o augúrio, de um lupino é o seu chamado, o seu papel numa matilha maior.

O augúrio de um lobisomem é um modelo geral de atitude e comportamento. Os lupinos acreditam que a fase da lua sob a qual um lobisomem nasce influencia aquilo no que ele irá tornar-se. Desta forma, Luna ensina que nenhum lupino pode ser todas as coisas ao mesmo tempo; cada augúrio é um fragmento de um desígnio maior.

O seu augúrio também descreve a sua posição na sociedade. Quando você nasce, logo é mandado para um professor que compartilha do seu estigma da lua, que então o instrui sobre as tradições da lua. Para simplificar as coisas, muitos professores comparam o augúrio de um lupino a um signo astrológico, mas o verdadeiro significado é muito mais profundo. O estigma da lua é visto como um conselho de Luna e como uma parte integrante do ser de cada lobisomem.

O augúrio pode ser renunciado ou outra trilha pode ser escolhida, mas isto é considerado um insulto grave a Luna. Um renunciante precisa submeter-se a um Ritual de Renúncia, durante o qual irá despir-se dolorosamente de sua identidade lupina anterior. O renunciante praticamente começa de novo a vida, mantendo toda a Fúria, mas perdendo muito respeito aos olhos dos outros lupinos. Histórias sobre esses renunciantes costumam circular por entre matilhas; aqueles que recusam a orientação de Luna não são mais considerados confiáveis.

Ragabash: A Lua Nova

Conhecidos vulgarmente como trapaceiros, estes são os verdadeiros portadores da sabedoria dos lupinos e por saberem sobre a verdade nua e crua, são tidos como monstros que destruidores da tradição!

O Ragabash mantém seus irmãos de matilha nas pontas das patas, ensinando-lhes a insensatez da presunção e a sabedoria da humildade. Ironicamente, traz desordem à ordem. Seus logros ressaltam as rachaduras nas calçadas nas quais seus companheiros de matilha pisariam.

Os Ragabash tendem a ser indivíduos muito estranhos; seus companheiros de matilha nem mesmo procuram entendê-los. A aprovação de seu comportamento lhes permite uma liberdade da qual poucos lobisomens gozam. Os Luas Novas são flexíveis, e essa flexibilidade é sua força, tal como também são enigmáticos e reclusos como a lua que é seu augúrio, e gostam de ser assim. (Só a nível de informação: O Arcanjo Lycan é um Ragabash)

Theurge: Lua Crescente

A Lua Crescente brilha como uma lâmina. À sua luz, o Theurge, o vidente dos lupinos, faz sua paz com o mundo espiritual. Não há outro Garou que conheça uma sintonia maior com a Umbra. Nenhum outro augúrio compartilha sua compreensão pelas trilhas e perigos dos Reinos Espirituais.

À luz pálida de Luna, os Theurges espiam a escuridão dos mistérios interiores e exteriores. A irmã de Gaia os conduz através de jornadas místicas que poucos outros seres poderiam seguir. Como os xamãs humanos das culturas indígenas, os lobisomens Theurge são reservados e misteriosos, tocados e segregados pelo conhecimento que adquiriram.
Os Theurges costumam conviver mais freqüentemente apenas entre seus iguais, murmurando para os espíritos, com pouco tempo para atividades mundanas. Esses videntes são os planejadores, pensadores, sacerdotes e visionários. Seus Dons refletem uma compreensão profunda do mundo espiritual e do eu interior. Eles podem canalizar, curar ou ferir com a mesma graça.

Philodox: Meia Lua

Enquanto a meia lua equilibra a luz e a escuridão, o Philodox percorre a linha entre lobo e homem, Fúria e Sanidade, veneno e sabedoria. O Philodox é o mediador da matilha, aquele a quem os outros Garou pedem conselhos ou uma resolução justa para disputas. Sua honra costuma ser inquestionável. Como juiz, legislador e Mestre de Desafios, o Philodox não tem par.

Os Philodox costumam ser os melhores líderes de tribo; Luna lhes ordena seguir a trilha intermediária. Eles representam as melhores qualidades dos lupinos. Seu equilíbrio interno, porém, pode ser sua ruína. Alguns Philodox da lua minguante tornam-se distantes e indiferentes; da mesma forma, muitos seguidores de luas minguantes possuem um senso de equilíbrio frágil e até mesmo deturpado. Como a trilha do equilíbrio é uma corda-bamba, manter o equilíbrio costuma ser uma tarefa sem esperança.

Galliard: Lua Minguante

À medida que Luna fica prenha de Fúria, ela estimula o Dançarino da Lua a entoar suas canções de batalha e glórias passadas. Atendendo o chamado, o Galliard eleva sua voz contra a noite, convocando inspiração e fortuna com seu uivo claro e perfeito.

Os Galliards são os guardiões do conhecimento, os comediantes, os artistas, os cantores das antigas histórias e dos novos caminhos. Espontâneos e inventivos, os Dançarinos da Lua são a alma da matilha. Eles elevam os espíritos dos outros e os lembram do motivo pelo qual estão lutando. Os Galliards costumam ser guerreiros terríveis, refulgindo de paixão por Luna. Aos Galliard, pouca diferença faz se a sua dança sagrada é executada numa clareira recém-descoberta ou nos intestinos de um inimigo.

A paixão é a herança dos Galliard. Aqueles que nascem sob a lua crescente sentem a paixão da vida e a alegria da criação, enquanto aqueles que nascem sob a lua minguante guardam na escuridão de suas almas um grande impulso assassino. Mas depois que Luna inflama suas veias, a dança da vida e da morte é tudo que importa.

Ahroun: Lua Cheia

O Ahroun é o veículo da Fúria de Luna, as garras da ira de Gaia. Ele é o assassino, o homem-lobo enlouquecido, a Fúria encarnada. Sangue é o seu vinho, guerra o seu prazer. Com o passar do tempo, a sabedoria pode guiar a mão de Ahroun, mas quando jovem ele permanece no topo de uma pilha de cadáveres, gritando por mais.

Um Ahroun envelhecido é uma das mais perigosas criaturas vivas. Eles são os heróis dos Garou, os guerreiros das lendas e são conhecidos também por seu mau humor. Eles não temem a morte, mas a abraçam como um dever de guerreiro. Esses guerreiros natos vêem a si mesmos como os punhos e os líderes da matilha por direito de nascença. Nem todo Ahroun é tão selvagem; alguns conseguem controlar sua Fúria, guardando-a para o inimigo. Mas para a maioria dos filhos da Lua Cheia, a vida é uma batalha - feroz, brutal e breve.