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terça-feira, 30 de julho de 2013
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Irmão Lobo - Crônicas das Trevas Antigas - Sinopse
"Irmão
lobo", primeiro volume da série Crônicas das Trevas Antigas, de Michelle
Paver, já vendeu 450 mil exemplares apenas na Inglaterra e manteve-se por oito
semanas nas mais importantes listas dos mais vendidos do país. Traduzido para
35 idiomas e com direitos de adaptação para o cinema adquiridos por Ridley
Scott, Irmão lobo é uma viagem de volta à Idade da Pedra, onde o jovem Torak
conta apenas com a ajuda de um filhote órfão de lobo e com sua habilidade como
caçador para sobreviver aos perigos da floresta e derrotar um poderoso inimigo.
Um livro sobre amizade, sobrevivência e coragem, que conquistou fãs de grandes
aventuras em todo o mundo.A saga criada por Michelle Paver começa há seis mil anos, quando os homens ainda eram nômades, viviam em clãs e retiravam da natureza apenas o necessário para a subsistência. A pré-história fascina a autora desde a infância. "Quando eu era pequena, meus pais tinham um livro sobre a Idade da Pedra que eu adorava. Antes mesmo de saber ler, eu costumava colocá-lo sobre a minha barriga e ficava olhando as figuras de caçadores abatendo ursos e perseguindo cavalos pelos penhascos. Quando tinha dez anos, descobri o que mais queria: um arco e flecha para viver como as pessoas daquele período, tendo um lobo como amigo", comenta a autora, em artigo para o jornal The Guardian. Anos de pesquisa e uma sólida carreira literária depois, o sonho de criança ganhou forma e serviu de idéia original para a série “Crônicas das Trevas Antigas”.
Além da paixão pela pré-história, Michelle Paver também se inspirou nas viagens que fez a países distantes como Noruega, Lapônia e Islândia, e especialmente na experiência que viveu ao encontrar-se frente a frente com um enorme urso, num vale remoto do Sul da Califórnia. "Esta foi a experiência mais aterrorizante que já tive. No entanto, curiosamente, também senti como se tivesse voltado no tempo, como se fosse uma caçadora da Idade da Pedra, tentando persuadir o animal a me deixar viver", afirma ela.
O resultado das pesquisas e impressões de viagens de Michelle Paver dá forma a Irmão Lobo, um livro fascinante, que recria a vida em clãs pré- históricos e a luta diária dos homens pela sobrevivência. O título faz também uma homenagem à força da natureza, fonte de vida e de morte, de magia e de terror. A dupla de protagonistas criada pela autora demonstra o respeito mútuo entre os homens e os animais naquela época.
No primeiro volume deste épico juvenil, Torak é um jovem órfão de apenas 12 anos, que vive sozinho na floresta, numa época em que espíritos habitavam cada elemento da natureza. Seu pai acaba de deixá-lo, assassinado pelo temido Urso, cujo espírito estava possuído por demônios do Outro Mundo. Sozinho e longe do seu clã de origem, o Clã do Lobo, Torak só sabe o que seu Pa teve tempo de lhe ensinar. Muito pouco para a missão que teria que cumprir: encontrar a Montanha do Espírito do Mundo e destruir o Urso que ameaçava a vida na floresta, espalhando sangue entre os clãs e acabando com as presas.
Torak sabia que um guia iria encontrá-lo, mas jamais imaginou que fosse um jovem lobo, órfão como ele. Mesmo relutante em aceitar o fato de ser seguido pelo filhote e conseguir se comunicar com ele, o jovem caçador entendeu que o animal era o seu guia e que, juntos, enfrentariam os obstáculos do percurso.
Irmão Lobo - Crônicas das Trevas Antigas - I - Michelle Paver
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Dia Mundial do Animal - Dia de São Francisco
Caros leitores,
Hoje é 04 de Outubro, Dia Mundial do Animal e Dia de São Francisco, o homem santo protetor dos animais. Há quem diga que o Arcanjo Lycan não crê em nada, mas informo que acredito sim! Acredito que as pessoas ainda podem mudar, sejam lobos, ou homens, mas que ainda há esperança, e pra mim, aquele que tem coragem de fazer mal para um animal, não tem a mínima racionalidade, sequer pode se julgar homem ou bicho. Abaixo segue uma pequena história sobre São Francisco, o santo ao qual guardo bastante carinho e admiração.
Gubbio, uma cidade na
Úmbria, Itália, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um
grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais, mas
também os homens, de modo que todos do povoado estavam apavorados. Por isso,
cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas.
E todos andavam armados
quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.
Certa vez, quando Francisco
chegou naquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não
podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações outra causa que era
tão destrutiva, como parecia ser a causa do lobo.
Logo Francisco ofereceu-se
para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio
de simpatia e benevolência pelo animal, e como dizia às pessoas, na força da
“Cruz”.
O perigoso lobo, de fato,
foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo!
Mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco, ouviu que este se
dirigia a ele como a um “irmão”, cessou de correr e ficou muito surpreso. As
boas vibrações de Francisco de Assis anularam a violência que havia no “irmãozinho”
lobo.
De olhos arregalados, viu
que esse homem o olhava com bondade. Francisco então falou para o lobo:
- Irmão Lobo, eu quero somente conversar com você, “meu irmão”… E caso
você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua pata para mim!
O “irmão lobo”, então,
perante “tão forte vibração de amor e carinho”, perdeu toda a sua maldade.
Levantou confiante a pata da frente e calmamente a pôs na mão aberta de
Francisco…
Então, Francisco disse-lhe
amorosamente:
- Querido Irmão Lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou
cuidar de você, meu irmão! Você vai morar em minha casa, vou lhe dar comida e
você irá sempre me acompanhar e seremos sempre amigos! Você, por sua vez,
também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante
você terá uma casa, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar nem
agredir ninguém, para sobreviver…
Com a promessa de nunca mais
lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade. Também o
povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de “irmão”.
Prometeram-lhe dar cada dia o alimento necessário. Finalmente, o “irmão lobo”
morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.

