Mostrando postagens com marcador Luna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luna. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Luna e Os Lobisomens



Quem Foi Luna?

A Deusa criadora dos lobisomens chama-se Luna, mas quem foi esse espírito divino?

Ela foi responsável pela criação do mundo e de todas as criaturas que nele habitam juntamente de seus outros dois irmãos: Hélio e Gaia. Como espíritos, a cada criação de novo ser, Eles iam perdendo forças e com Luna isso foi igual. E o que acontece quando uma alcateia passa a não ter êxito nas caçadas porque seu Alpha está fraco, lento e cego demais para liderar? A alcateia morre ou o Alpha é substituído.

Diz-se que o mundo funcionava com os três espíritos divinos na liderança, mas que Gaia foi a primeira a cair, na verdade, por amor e por ser a mais forte dos três irmãos, Gaia uniu-se a sua criação, logo, tecnicamente habitamos Gaia, o nosso planeta.

Em seguida veio Hélio, o responsável pela criação do homem, o ser que devia cuidar do planeta. Mas Hélio tinha adoração por sua criação, a ponto de não se saber diferenciar se ele era o Deus e os humanos os adoradores, ou se ele adorava suas criações como Deuses, e os amou tanto a ponto de queimar... Queimar eternamente em sua morada, o Sol.

Luna por sua vez, era apaixonada por seu irmão Hélio e via em suas criações e na noite uma melancolia imensa. Após o exílio de Hélio no Sol, Luna chorou durante um ano inteiro, a ponto de salgar toda água dos oceanos. Sua solidão foi tamanha, mas ela não podia descansar tamanho era o seu senso de dever, não poderia jamais fechar os olhos enquanto não houvesse alguém a assumir seu lugar.

Os únicos qualificados a tomar o lugar de Luna eram seus próprios filhos, os Lobisomens. No entanto Luna via todos os seres como filhos também, filhos adotivos. Infelizmente, Luna foi atacada por seus próprios filhos, os Guardiões da Terra, Guardiões de Gaia e isolou-se numa morada fora da Terra, na Lua, o Satélite natural do planeta.

Assim, Luna amaldiçoou seus filhos a não mais viverem na forma natural. Agora seriam obrigados a vestir-se da pele daqueles que deviam proteger e se comportar como eles, como também deveriam se esconder, pois sua forma não seria mais aceita pelo mundo.

É por isso que somos o que somos. É por isso que somos lobos e homens. É por isso que somos condenados a forma humana. Mas Luna foi uma Mãe fantástica, manteve a vida de todos, concedeu o perdão aos seus filhos, criou a Lua, sua morada e nossa casa futura. Mesmo que os humanos voltem-se contra nós e nos odeiem por continuarmos vivos. Somente Mãe Luna e nossos totens lupinos estão do nosso lado e isso já nos basta, pois somos homens e somos lobos. Somos o Povo. Somos os caçadores de dois mundos. Cada estrela no céu representa um lupino e que os céus ajudem àqueles que incitarem nossa fúria!

Ave Luna!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Desenho de Lobo Tribal


Heeey... O que acham dessa tribal de Lobo?
Eu quem desenhei, um amigo meu vai tatuar. Os leitores do Arc' Lycan gostam de tattoos de lobos? xD

Obs: A arte com cordas no meio do lobo é pra lembrar a cultura celta e o simbolo se chama Triskle, é um símbolo que possui 3 pontas de forma que parecem girar em direções circulares. É um símbolo Celta que está intimamente ligado as formas de manifestação da Deusa na Wicca.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Oração à Deusa Luna




Oh Lua, tocai minha face,
Não permitas que eu vague pelas trevas.
Mãe protege-me dos ventos ignorantes,
Poupa-me da chacota e dos grilhões.
Envolve-me em teu pálido manto,
Não deixes que os tentáculos da inveja me segurem.
Expulsa os lamentos aterrorizantes,
Guia-me pelo Caminho Iluminado,
Guarda meu espírito das agonias vindouras,
Protege-me da foice inquisitiva.
Abriga-me sob teus raios fulgurantes,
Esconjura a raiz da perfídia,
Acolhe meu coração turbulento.
Oh Lua!
Dá-me tua Benção infinita,
Recolhe-me para a Eternidade da Tua Glória!
Que assim seja.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Homem Lobo




Houve um tempo em que o céu já não ficava tão claro, o sol estava quase morto. Os dias eram escuros, as noites mais ainda. A humanidade ainda mais egoísta e trapaceira que antes, estava mais difícil ainda de se viver em um mundo desses...

A sociedade nunca mudou, continuava injusta. A tecnologia avançou e a Era cyber estava longe de terminar. Armas mais fortes, doenças mais fortes, computadores eram coisas do passado... A Era dos robôs começara há muito tempo.

Humanos se tornavam metade robóticos por perderem um braço e colocarem um robótico no lugar, mas isso era pra quem tinha dinheiro... Uma coisa mudou agora, não tinha mais tanto aquele preconceito com classe social, pois...

Os pobres morriam mais cedo.

Nesses tempos um garoto estava correndo pelas ruas, com uma mascara qualquer no rosto, talvez por não se expuser as novas doenças. Calça e tênis esfarrapados, pretos. Sem camisa, pois nunca teve uma. Aprendeu a superar o frio, porque blusa incomodava. O dia todo trabalhava para pessoas ricas e corruptas levando coisas as escuras, mas odiava fazer isso. Só que se não fizesse, como ele iria sobreviver? Mesmo sendo 100% humano, ele se sentia um robô. Odiava robôs, eram monótonos.

Ele dormia num prédio abandonado e no subsolo, havia um colchão rasgado encostado num canto, alguns cadernos e lápis jogados e um velho violão. Tão velho quanto o menino.  Todo dia levantava com fome, corria para os seus chefes e já começava a trabalhar, levando desde cartas e drogas de um lado pro outro. No final do dia, tinha uns trocados para tomar um copo de leite e algumas bolachas, não eram das melhores, mas aprendeu a comer isso, logo já não sentia o gosto.
E o todos os dias isso se repetia...

Quando voltava pra casa, as únicas horas em que se sentia humano era junto do violão e do caderno... Escrevia musicas, as tocava e cantava. Todas as músicas eram inteligentes e que atingiam a sociedade, ninguém poderia ver aquilo, talvez fosse preso por isso. Preso por ter liberdade de pensamento, por não ter medo de escrever.

Mais um dia de trabalho, indo e vindo dos lugares. Becos escuros, casas chiques, lugares pobres, lugares ricos, lugares iluminados, lugares fedidos. Um dos chefes o mandou entrar, deu ao garoto uma mascara robótica, com varias utilidades e disse que de agora em diante sempre que fosse pegar sua mercadoria e entregar, ele não deveria retirar a mascara. Deu-lhe dois pares de luvas e disse que se perdesse algum estaria tudo bem, mas se perdesse os dois, iria fazer a entrega correndo risco de ficar com alguma mutação nas mãos, as coisas de agora seriam tóxicas e deveriam ser entregues em perfeitas condições, com muito cuidado e sem ninguém saber. Não deveriam ver nem sua sombra.

O menino ficou assustado no inicio, ele também odiava o trabalho, trabalhar para ladrão era pior do que tudo se sentia irado por dentro, tinha que aceitar o que ele tinha.

Aceitou o trabalho. Chefe o mandou embora, mas lhe deu um troco a mais dessa vez, disse que receberia mais agora e disse que se o menino lhe causa-se problemas, não era só o dinheiro que ele lhe cortaria.

Saindo da mansão o garoto viu uma garota: Baixinha, cabelos escuros, olhos castanhos, branquinha... Naquele momento soube que queria voltar na casa mais vezes. Quis falar com a menina, só sabia que isso traria problemas. A menina o viu saindo, ele criou coragem de acenar e saiu ao sair deparou-se com a mulher do chefe, ela disse ao menino para nunca se aproximar de sua filha ou ele seria degolado.

O menino partiu, com raiva nos olhos e um sorriso no rosto. Estava cansado de ser pouco e fraco, era hora de fazer o que ele queria.

Cumpriu seu trabalho muito bem por um mês, naquele mês não viu a menina. Quando um dia, estava voltando pra casa, tirou um desenho do bolso. Era ele, só que mais velho e com um lobo atrás.

Era assim que se imaginava, um Lobo. Era assim que o chamavam, ninguém sabia seu nome, se recusava a dizer. Tinha algumas cicatrizes nas costas, apanhou quando não respondeu seu nome aos chefes. Então concluíram que iriam lhe chamariam de lobo, pois o garoto tinha a garra, a sabedoria e rebeldia de um. Talvez a capacidade de amar de um, contudo nunca descobriu. Parou. A garota estava do lado de fora dessa vez, olhando a cidade de cima do morro cheia de luzes ainda sim escura e sombria.

Lobo foi até ela e disse:

-A cidade é tão assustadora quanto os filmes de terror que eles criam - e ela perguntou o porquê ele diz isso, ele respondeu - Porque mesmo cheia de luzes,ela é tão escura quanto o céu de noite.

 Ela viu o papel na mão dele e pediu pra ver, ele hesitou um momento, então deu a menina.

Ouviu o pai dela chamar, então Lobo correu tão rápido como se estivesse para perder a vida, talvez estivesse, pois ele sabia que não devia falar com ela. Ela respondeu ao pai e voltou pra casa, olhando mais uma vez pra trás, mas não havia mais vida ali. Apenas o vento fazendo seu som estranho e assustador de sempre.

Nos outros dias lobo foi todos os dias trabalhar ansioso pra tentar ver ela, mas demorou dias novamente até que ele a visse. Quando a viu d novo, escondida fora de casa. Ele se aproximou e sentou ao lado dela e perguntou:

- Tem medo de mim?
- Não
- Tem raiva de mim?
- Não
- Então você é diferente de seus pais – Ele respondeu, olhando pro céu.

Ele estava tímido, mas pensou em todas as vezes que se comportou como um robô... Apenas, acordando, trabalhando, comendo, tomando banho e dormindo. Então ele esqueceu sua timidez e disse a menina:

- Você é linda.

Ela ficou sem jeito e não respondeu. Ficaram em silêncio por muito tempo.

Ela sussurrou:
- Lobo.

Ele perguntou:

- O que?
- O desenho tem um lobo atrás daquele homem.
-Eu serei aquele homem, e lobo... Eu já sou...

Ela sorriu e ele acabou sorrindo junto.

- Porque me trata normal em vez parecer rude como seus pais?
- Porque você é humano como eu.
- Você é diferente.
- Você também.
***

Desde então todos os dias os dois se encontravam por alguns instantes depois do trabalho dele. Coisa que ele passou a fazer com gosto todos os dias, pois parecia cada vez mais animado. Um dia ele pegou a mão dela e a puxou pra mais perto em um abraço, mesmo sem saber a reação da mesma.

Ela não disse nada. Ele sussurrou:

- Quer ser a minha namorada?
- Mas os meus pais...
 - Você me ama?
- Amo...
- Quer ser minha namorada?
- Quero...
- Aceita eu como eu sou?
- Sim
***
O menino tornou-se um homem... O homem q disse que seria e seu codinome começou a ser reconhecido. Ele ficou forte e o seu trabalho mesmo no começo não sendo reconhecido, com o tempo foi reconhecido e as pessoas ruins tinham interesse nele. Ele se odiava por isso, mas ele mudaria. Ele cresceu como um lobo, e a partir do momento em que escolheu sua amada, nunca mais a deixaria. Seu chefe, não era mais rude, pois o menino se tornou um homem melhor que muitos deles. E o que ele disse a menina naquele ultimo dia de trabalho foi:

- Eu quero que se case comigo, agora não sou mais um nada como eu era antes, pois eu cresci e amadureci por você. Eu sou Lúcio. Tornei-me um deles, mas não como eles. Eu vou mudar as pessoas, do meu jeito. Espero que goste de música. A partir de hoje, quero que seja minha mulher e confie em mim.

- Eu sou sua --Sorriu.

- Eu serei o seu lobo e a protegerei de tudo, minha loba, Letícia.


 Autoria: L. Wolf


sábado, 15 de setembro de 2012

Aniversário da Lua - 15 de Setembro



Reza a lenda que o Imperador chinês Ming Wong fez uma viagem mística até a Lua neste dia. E em homenagem a ela, instituiu hoje o dia do seu aniversário.

Desde os tempos imemoriais até os nossos dias, a Lua é um símbolo cósmico de todas as épocas. Ela deu origem à vários mitos, lendas e cultos.

Dizem que vampiros e,nós, lobisomens são controlados pelas fases da Lua. Nas mitologias da história dos povos, existem muitas divindades que têm associações com a Lua. Sem contar que ela é também símbolo do sonho e do inconsciente.

E em algumas culturas ainda adota-se um calendário lunar para medir o tempo, como o calendário Islâmico, por exemplo.

Para geólogos, o planeta Terra não seria o que é e nem a vida teria se desenvolvido nele se não tivesse um satélite como a Lua. A Lua é o maior satélite do sistema solar e exerce uma influência gravitacional muito grande sobre a Terra.

Na astrologia hindu, a Lua é considerada o “planeta” mais importante, enquanto que na astrologia ocidental, é o Sol.

Numa antiga alegoria, a Lua é apresentada como uma princesa que, mesmo tendo a oportunidade de desfrutar as glórias da nobreza, se degradou. Entregou-se aos hábitos primitivos dos seus súditos e em decorrência disso, ficou presa às conseqüências do envolvimento com as forças com as quais lidou.

 Uma dica dos esotéricos para o dia de hoje, em homenagem à Lua e para atrair bons presságios também, é acender uma vela branca e um incenso de canela. Depois, cortar uma batata no formato da Lua e a enterrar no jardim.

Lambido de Agenda Esotérica

sábado, 18 de agosto de 2012

Lar das Almas


O que é este lugar estranho, de terror e medo? O que é este mundo de pesadelos onde o solo muda e os céus se partem, como se fosse o dia do juízo? O que é esta terra monstruosa? E por que ela nos faz sentir tão... Em casa?

Todas as criaturas anseiam por um lar. Os animais peregrinam pela terra em busca de espaço suficiente para encontrar comida, abrigo, parceiros. Os humanos constroem casas, escritórios e templos cada vez maiores, devastam mais florestas, ocupam mais terra, tudo em seu esforço desesperado em fazer um lar. Os espíritos acomodam-se nas lacunas das almas de seus benfeitores, desde Gafflings e Jagglings até Incarnas e Celestinos. Como santos de pau oco dentro de santos de pau oco, cada um tem uma casa e serve como casa para outro.

Mas onde é a nossa? Onde os Garou dormem à noite? As cidades que devoram a terra como minhocas gordas não são o nosso lar. Muitos de nós se aventuram a essas cidades. Alguns de nós vivem lá. Mas as cidades não são o nosso lar. As florestas são as terras de nossos irmãos que andam sobre quatro patas, que são alados e que respiram água. Eles compartilham suas florestas conosco, mas ainda assim elas não são o nosso lar. A Umbra é o lar dos espíritos que nela vivem de bom grado. Mas não podemos viver ali eternamente - mesmo em nossas terras natais sagradas. Se a Umbra é o nosso lar, é um lar horrível, do qual é melhor estarmos longe.

Por que não temos lar? E por que somos os únicos?

Todos os tipos de criaturas que escutam umas poucas notas da canção de Gaia têm um lar, assim como aquelas criaturas desprezíveis que tapam os ouvidos para a mais melodiosa das músicas. Quão irônico é que nós - os mais amorosos filhos de Gaia - nos sintamos tão deslocados em seu colo.

Onde é a minha casa? A que lugar eu pertenço? Na terra da alienação, isolamento e dor infligida pela Wyrm, buscamos ardorosamente por um lugar que possamos chamar nosso. Um lugar ao qual não sejamos apenas bem-vindos, mas do qual sejamos um ingrediente essencial. Para nós, este desejo por um lar é um sentimento estranho, na melhor das hipóteses, agridoce, já tendo enviado até o mais forte Garra Vermelha aos abismos da Harano.

Por quê?

Escalei até o topo do Lugar Mais Sagrado. Gritei e rasguei minha carne, e uivei para minha Mãe em toda parte: “Por que, abençoada Mãe, por quê? Nós, os mais fiéis entre todos os teus filhos, rogamos a ti! Diga-nos o motivo! “

E a resposta veio.

Uma voz, tranqüila como a floresta na escuridão, fez-se ouvir. Disse ela: “Todas as minhas bênçãos para ti, meu filho. Tu perguntaste, eu responderei. Escutai-me e saiba tudo. Ló, é por causa de tua fidelidade para comigo que sentes na alma a angústia da falta de um lar. Para não mais sentir essa angústia, basta renunciar a mim. A dor ainda estará em teu íntimo, mas todos os efeitos dela te abandonarão.”

”Mas enquanto tu me amares, conhecerás as alegrias e as dores que são minhas. A alienação que tu sentes é a minha alienação - uma parte profunda de meu ser é arrendada por outro. O isolamento que tu sentes é o meu isolamento - paredes construídas dentro de mim separam partes de meu corpo. A dor que tu sentes é a minha dor, acumulada durante as eras.”

”Renuncies a mim, e eu não te amarei menos do que te amo agora. Podes unir-te àqueles que me despojam, e ainda terás todo o meu amor. Tudo o que ofereço a ti em troca de tua fidelidade é o reflexo de minha própria dor e tristeza.”

Com essas palavras, desapareceu. Eu ainda carregava minha dor. Mas naquele dia uma nova canção brotou em meu coração. Uma canção de devoção. Que todos os vassalos da Wyrm e da Weaver invistam contra mim. Eu me reerguerei! Que todos os animais se encolham diante de mim! Que todos os humanos fujam de mim! Que todos os espíritos me desafiem! Viverei em todos os seus mundos! Eu não tenho lar, nem deste lado da Película nem do outro. Mas eu lhes digo uma coisa: qualquer espaço que cercar meu corpo passará a ser o meu lar. O meu lar é toda a criação, porque eu sou de Gaia! Eu não sou de nenhum totem de Gaia, como os animais. Não sou um pedaço de alma, como os humanos. Não sou um fragmento da Tríade, como os espíritos. Sou um Garou! E tenho um lar! Porque eu sou meu lar!

EU!
SOU!
LAR!

- Voz de Luna, Ragabash Senhor das Sombras