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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Meio Homem, Meio Lobo

Diretor de uma aldeia na Amazônia, José Albuquerque teve que provar que não era lobisomem.

Andavam agitadas as noites na aldeia indígena de Vila Franca, perto do encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas. Um ser terrível emergia da escuridão para apavorar os moradores. E o pior: ele era o próprio diretor da aldeia, o branco José Cavalcante de Albuquerque. Transformado em lobisomem.

Pelo menos era o que dizia o vigário local, Domingos de Lira Barros, espalhando aos quatro ventos a assustadora maldição que acometia o diretor, naquele longínquo ano de 1793. Para livrar seu nome da calúnia, o suposto lobisomem decidiu escrever, de próprio punho, uma longa carta ao governador do Grão-Pará. Fez mais: providenciou a abertura de um auto de justificação, em que foram ouvidas testemunhas sobre as acusações de que era vítima. Não bastasse virar lobo à noite, Albuquerque era tido como mau administrador e chegado a excessos alcoólicos.

Graças a esses documentos, que chegaram aos nossos dias, o ambiente local se revela mais complexo do que parece. E mostra como os mitos e as crendices populares eram fruto de uma rica mistura cultural.

Vila Franca era uma das maiores cidades da região, depois de Belém. No final do século XVIII, sua população contava com dois mil índios. E apenas dois brancos: o padre e o administrador. Os índios não eram um grupo homogêneo. Tinham diferentes origens étnicas e diferentes formas de se relacionar com as regras dos brancos.

A aldeia tinha fama de ser um foco de resistência indígena ao governo. Nomeado em 1790, José Cavalcante de Albuquerque contava com a confiança do governador para conduzir a política local com honestidade. Nascido na Bahia, graduara-se na prestigiada Universidade de Coimbra, em Portugal, e já havia dirigido uma vila no Xingu. Tratava-se de um inteligente reformador com tendências liberais.

Mas em poucos anos sua convivência com os índios azedou. Simplesmente não lhe obedeciam, eram “monstros de ingratidão”. Segundo ele, era impossível forçá-los a trabalhar para a produção comum, pois fugiam da aldeia, e puni-los não era solução.

Para piorar, havia o conflito com o vigário, que seria a origem dos boatos de que virava lobisomem. Cavalcante queria provar que o religioso explorava propositalmente a inocência dos índios, provocando medo neles para convencê-los a tomar partido na disputa pessoal. A atitude sugere pouco caso com a inteligência indígena, o que era típico na época. Algumas testemunhas ouvidas confirmavam esta versão: “Ao abuso que o Padre Domingos de Lira Barros introduzia no fraco e rústico ânimo dos indianos de Vila Franca, dizendo ser o Diretor lobisomem que se transformava em diferentes figuras”, relatou Vicente Marinho, filho de um sesmeiro. 

Aqui a história fica mais interessante. Em primeiro lugar, pelo inusitado fato de o padre escolher uma figura do folclore europeu para atemorizar os índios. Em segundo, pela constatação de que Cavalcante, segundo seus detratores, não virava só lobisomem, mas também outros tipos de seres. Os testemunhos falam de fenômenos como “roda de fogo” e “olhos que botavam fogo”, mas não dão mais referências sobre que seres seriam esses. Talvez essa ausência se deva à repressão oficial que sofria a cultura indígena (considerada bárbara) a partir das reformas civilizatórias promovidas pelo marquês de Pombal, iniciadas em 1755. É possível que os administradores ficassem relutantes em mencionar crenças indígenas numa carta ao governador.

No entanto, pode-se especular sobre os outros mitos associados a Cavalcante. Para o folclorista Luís da Câmara Cascudo, as lendas que relacionam lobos e humanos são universais. A versão brasileira deriva claramente da cultura ibérica, na qual virar lobo é um castigo por ofensa moral grave, como o incesto. Uma variação amazônica do mito do lobisomem é a cumacanga, algo como “cabeça com línguas de fogo”. A cumacanga é produto de uma relação sexual pecadora de um padre. Em vez de assombrar a vizinhança, como faz o lobisomem, ela se caracteriza por uma cabeça que se desprende do corpo e se transforma numa bola de fogo voando pelo céu em noites de sexta-feira. Essa versão do mito parece existir somente no Maranhão e no Pará, e lembra, se não pelo nome, ao menos pela aparência e explicação, os relatos do processo contra Cavalcante. 

O fogo é um elemento comum a dois outros mitos amazônicos. A anhanga é um espírito mau que protege os animais na floresta. Pode se transformar em qualquer animal, incluindo o ser humano, e faz os caçadores se perderem. Em algumas versões, tem olhos de fogo. Já a mula-sem-cabeça é a transformação que acomete a amante de um padre. A mutação ocorre entre as noites de quinta e as manhãs de sexta-feira. O ser solta faíscas de fogo pelo pescoço, dá coices e emite relinchos assustadores. 

Embora não existam lobos na Amazônia, a convivência dos ribeirinhos com outros seres das águas e dos ares permitiu a criação de figuras fantásticas semelhantes à do lobisomem. Um exemplo é a matintapereira, relacionada a pessoas que viram “porco” ou “cachorro”. Existe aí uma “afinidade natural” na imaginação entre os mutantes seres indígenas e os das tradições européias. 

Os cientistas bávaros Karl Martius e Johann Spix, que produziram seu Viagem pelo Brasil (1817-1820), comentam o medo que os índios sentiam de entidades diabólicas, e chegam a mencionar uma equivalência entre um “encantado” e o lobisomem de origem portuguesa. O encantado aparece como um homem diminuto e também como um tipo de cão com orelhas bem longas, que faz muito barulho à noite. A crônica destaca ainda a semelhança entre os contos dos indígenas sobre o boitatá (rodas ou cobras de fogo) e o que os portugueses entendem como mula-sem-cabeça. 

Mas eles falham ao descrever a versão européia da lenda do lobisomem. Em Portugal, ele não está necessariamente ligado à forma de um lobo. A pessoa pode se transformar em qualquer animal – geralmente cão, bode, porco, cavalo, burro ou qualquer outra espécie de fazenda. De noite, o homem atormentado tira suas roupas, pendura-as num pinheiro e rebola nu na sujeira. É este ato de rodar que determina a transformação: o homem se torna o último animal que esteve naquele lugar. Então, passa a correr muito depressa – não procurando necessariamente animais ou humanos para devorar – e volta ao estado humano quando veste novamente suas roupas. Lobisomens freqüentemente têm a pele amarela, uma condição que pode estar ligada ao consumo excessivo de álcool e à perda de sono. 

A maioria dos colonizadores provinha da classe popular e do antigo campesinato do norte de Portugal, e eles chegavam ao Grão-Pará trazendo idéias xamanísticas: tradições de curas, de poderes extraordinários, de transformações de pessoas em animais e de viagens espirituais. O lobisomem fazia parte dessas tradições. Por sua vez, os habitantes da Amazônia também viviam imersos em fenômenos mágicos desse tipo, chamados de pajelança ou pajeria. Como as relações entre os índios e os primeiros colonizadores incluíam laços de compadrio, casamentos e mancebia, essas interações fantásticas funcionavam como importante vínculo social. Ações de cura e pajelança atraíam todo tipo de pessoas, de todas as classes. Até governadores. Eram atividades ligadas à própria sobrevivência na Colônia: as pessoas precisavam de poderes mágicos para controlar os significados da vida. Ou seja, o xamanismo aproximava os mundos imaginativos do Velho e do Novo Mundo. 

Homens e mulheres que praticavam feitiçaria eram verdadeiras autoridades locais. Com o passar do tempo, padres e missionários também se transformam em pajés e curadores. Há uma remota possibilidade de que Cavalcante, intelectual e político de grandes ambições, interessado pela cultura dos índios, tenha sido um desses novos pajés e, por isso, adquirido o apelido de lobisomem. 

É significativo que o vigário Domingos, também uma autoridade espiritual, tenha sido o ponto de origem do boato do lobisomem. Ele conhecia melhor do que ninguém o mundo religioso e imaginativo dos índios da aldeia, e sabia como explorá-lo. Tinha consciência do que estava fazendo ao tornar públicas as acusações contra Cavalcante. É tentador especular que pode ter sido o padre quem criou a ponte entre as idéias européias e as indígenas sobre seres que se transformam. Ainda que sua intenção fosse apenas desacreditar o inimigo, aparentemente “a coisa pegou”. 

No centro da questão está, é claro, o papel dos índios. Mas suas vozes não aparecem; afinal, a visão dominante era de que são seres “simples”. Não se sabe se compreenderam a figura do lobisomem do mesmo jeito que os brancos. A convergência entre as tradições dependia de certo grau de desentendimento, para que um grupo assimilasse as idéias do outro e assim pudessem conviver. 

A colonização é normalmente descrita como um ato de abuso e violência. Como ilustra o caso do lobisomem amazônico, trata-se de uma visão muito superficial. As pessoas que tomaram parte ativa nesse mundo colonial precisaram lutar para criar um lugar para si mesmas, em que pudessem habitar de modo mais ou menos seguro. A partilha forçada desse ambiente levou, em muitos aspectos, à conciliação desses grupos, mesmo com suas imensas diferenças culturais. O resultado foi a construção de um modo de vida tipicamente miscigenado. E distintamente amazônico. 

Tudo indica que José Cavalcante conseguiu limpar seu nome. Em dezembro de 1821, seria eleito deputado da região do Rio Negro pelas Cortes Reais Portuguesas. Talvez tenha pesado o apelo que, no fim da carta, fez ao governador. Pediu que ele passasse apenas três dias em sua aldeia como diretor, para ver como era difícil fazer cumprir a legislação.

E se foi de fato um lobisomem, deve-se reconhecer que esta era uma maneira admirável de adaptar-se ao desafio cultural que enfrentava: virar mito, e assim ser compreendido, de uma forma ou de outra, tanto por índios quanto por brancos... 


Mark Harris é professor de Antropologia Social da Universidade de St. Andrews, Escócia. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ookami Kodomo no Ame to Yuki

As Crianças-Lobo Ame (Chuva) e Yuki (Neve) [tradução]

Certo dia, a estudante Hana se apaixona por um “homem-lobo”, e em pouco tempo o amor do casal faz nascer duas novas vidas. A menina mais velha, que nasceu em um dia de neve, recebeu o nome de Yuki, enquanto o garoto mais novo, que nasceu em um dia chuvoso, recebeu o nome de Ame. Estas duas pequenas crianças escondem um grande segredo: são metade humanas e metade Lobos.

Para esconder a identidade de seus filhos, o casal decide criá-los em um canto afastado da cidade, onde viveram dias humildes mas de intensa felicidade. Tempos depois, o pai das crianças falece e a jovem mãe toma a decisão de se mudarem para uma pequena cidade do interior cercada pela natureza.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sexta-feira 13 com Lua Cheia: Sorte no Amor


Ao contrário do que se pensa, data traz bênçãos para as pessoas. Bruxa ensina ritual para aproveitar benefícios do dia especial.

Prepare-se para esta sexta-feira (13). Segundo a bruxa Paula de Animu, da Escola de Bruxo, a data, considerada de bênçãos para as bruxas, será ainda mais especial: a noite de passagem da quinta-feira(12) para a sexta-feira será de lua cheia. Esse fato, de acordo com Paula, potencializa os efeitos benéficos da data para as pessoas, especialmente na área do amor.

“Na visão da bruxaria, o dia 13 é abençoado como todo outro dia. A crença de que ele traz azar é uma superstição. Uma possível explicação para isto é que, no tarô, a carta com o número 13 é a da morte”, diz Paula. 

Algo que intensificaria a crença, de acordo com a bruxa, é o fato de o sexto dia da semana ser visto por muitos como um dia ruim, pela carga negativa associada ao número seis. “Mas a sexta-feira 13 não é nada disso”, garante a bruxa.

“A sexta-feira é regida por Vênus, a deusa do amor. O 13 é um número de renovação. A soma destes fatos faz da data um momento que deve ser aproveitado para novas oportunidades”, diz.

Ritual 

Conforme as dicas da bruxa Kabathan, como Paula se denomina, quem quiser mudar de relacionamento, pode aproveitar a data para conseguir novas experiências no amor. “Novos alvos, novos objetivos, tudo é possível nesta data”, afirma.

No momento crucial para aproveitar os aspectos positivos da data, segundo Kabathan, a primeira coisa a ser feita é “manter mente positiva e focada no objetivo almejado. É bom pensar positivo, mas desde que isto não prejudique ninguém, não puxe tapete dos outros”.

Na passagem da quinta-feira para a sexta-feira, a bruxa recomenda que, precisamente à 0h, seja aceso um incenso com aroma de “dama-da noite”, um “incenso para o amor”, diz Kabathan. Enquanto o incenso queima, é preciso pensar exatamente no que se deseja.

"‘Quero um novo amor’, ou ‘um novo emprego’, é o que a pessoa deve pensar. Ou então, ‘quero permanecer no mesmo emprego ou relacionamento, mas quero que aconteçam coisas melhores’”, explica.

Barreiras 

Segundo o mago Bruno Rafael, da Casa de Bruxa e Universidade Holística, a passagem da sexta-feira para o sábado (14) também será especial. “A transição marca a passagem da lua cheia para a minguante e isto significa a possibilidade de quebra de barreiras, principalmente nos caminhos do amor”, diz.
Lambido de Portal G1


Crianças Criadas Por Lobos

Tal como na estória Mogli, o menino Lobo, essas crianças que veremos agora foram criadas por Lobos.

Dina Sanichar

Dina Sanichar, um dos meninos que viviam no orfanato Sekandra, foi removido de uma caverna com Lobos, em 1867, quando tinha aproximadamente seis anos de idade. Dina Sanichar foi descoberto quando os caçadores na selva de Bulandshahr ficaram surpresos ao ver um menino seguindo um Lobo em sua toca. Inicialmente, ele apresentou todos os hábitos de um animal selvagem, rasgando as roupas e comendo comida do chão. Ele acabou sendo desmamado sendo alimentado com cozidos de carne crua, mas nunca aprendeu a falar. Ele aparentemente se tornara viciado em tabaco. Dina Sanichar morreu em 1895.Este caso é o que tem mais provas e evidências de sua veracidade.

Amala e Kamala

O caso das jovens, um dos mais fartamente documentados, é relatado por um padre, o reverendo J. A. L. Singh, que capturou as duas crianças, uma com 3 e outra com 5 anos, que estavam vivendo em uma alcateia. Os Lobos que as adotaram viviam nas florestas próximas a vila de Midnapore, na Índia. Batizadas de Amala e Kamala, as duas meninas eram mudas, só emitindo grunhidos e rosnados.

Elas andavam de quatro e só comiam carne crua. Após um ano na civilização, Amala morreu. Kamala aprendeu a ficar em pé e adquiriu um vocabulário limitado de 45 ou 50 palavras antes de finalmente morrer, em 1929.

Posteriormente, surgiram rumores de que a história de Amala e Kamala seria uma fraude deliberada para tentar obter proventos e sustentar o orfanato do padre. Fortes evidências surgiram que indicam isso, deixando dúbio a questão. Independente da questão fraudulenta da história, muitas pesquisas sobre a linguagem e o desenvolvimento cognitivo usaram Amala e Kamala para ilustrar pontos de vista, e por isso a história das meninas é ensinada até os dias atuais.

Oxana Malaya , a "Garota Cadela"

Oxana Malaya passou grande parte da sua infância (entre  de 3 e 8 anos) vivendo em um canil no quintal da casa da família em Novaya Blagoveschenka , da Ucrânia, embora tenha passado algum tempo na casa com os pais alcoólicos e negligentes. Os pais alcoólicos de Oxana não puderam cuidar dela, e aos três anos de idade, ela foi exilada de sua casa. Eles moravam em uma área pobre, onde havia cães selvagens perambulando pelas ruas. Ela se refugiou em um barracão habitado por estes cães atrás de sua casa. Ela foi criada por eles e aprendeu seus comportamentos.

O vínculo com a matilha de cães era tão forte que as autoridades que vieram para salvá-la foram expulsos na primeira tentativa pelos cães. Suas ações eram iguais aos sons de seus cuidadores. Ela rosnou , latiu , andou por todos os lados como um cão selvagem, cheirou a comida antes de comer , e foi encontrado nela sentidos extremamente aguçados de audição, olfato e visão. Ela só sabia dizer "sim" e "não" quando ela foi resgatada. Quando foi descoberta, Oxana achou difícil de adquirir habilidades sociais e emocionais humanas . Ela tinha sido privada de estimulação intelectual e social e seu único apoio emocional veio dos cães que ela vivia. Quando foi encontrada em 1991, mal conseguia falar.

A partir de 2010, com a idade de 26 anos , Oxana vive em um lar para deficientes mentais , onde ela ajuda a cuidar das vacas na fazenda da clínica. Ela manifestou que é mais feliz quando está entre os cães.

O Menino Lobo de Wetterau

Esse caso ocorreu em 1344, durante um inverno excepcionalmente frio, conta que caçadores que se embrenhavam nas florestas de coníferas em busca de Lobos, descobriram um menino que estava vivendo com uma alcateia próximo a uma fazenda chamada de Echtzel. Os caçadores capturaram o menino, que foi levado de volta à civilização. O menino viveu até os oito anos de idade. Especulou-se que dada a proximidade e a pouca idade da criança, ele poderia ter sido roubado da fazenda.

O Menino Lobo de Ardennes

Outro caso interessante de criança capturada por Lobos foi relatado no livro “Schediasma de Hominum Inter Ferus Educatorum Statu Naturali Solitario”, Publicado em1730. Neste livro, o autor conta que uma criança foi roubada por Lobos e criada por eles. Quando descoberta, ela agia como um animal selvagem e só comia carne crua. Criada por uma família e alimentada gradualmente com outros alimentos, vivendo na presença de outras crianças, seu comportamento bestial foi gradualmente sumindo e ela inclusive aprendeu a falar.

Nota: Não há confirmação da veracidade dos casos “O Menino Lobo de Wetterau” e “O Menino Lobo de Ardennes”.

Post de Kiba Okami

Devido a alguns leves problemas no blog, eu tive de fazer o repost   deste post do Kiba!

Atenciosamente, 

Arcanjo Lycan

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

WerWolf - Lobisomens Nazistas

Este WerWolf do post não foi aquele quartel militar de Hitler, e muito menos trata-se de Lupinos comuns. WerWolf vem do Alemão Lobisomem e foi dado à um plano nazista que foi desenvolvido em 1944 com o objetivo de operar por trás das linhas inimigas avançando por dentro da Alemanha. Em combate, os WerWolf, eram ineficazes, mas serviram como uma forma de propaganda para meter medo e assim, superar as expectativas nazistas.

Dizem que este nome surgiu de um romance da Baixa Saxônia, Der Wehrwolf de Hermann Löns, e conta a história de um camponês de nome Wulf que após ter a família morta por soldados saqueadores na Guerra dos Trinta Anos, ele junta-se com um grupo de vizinhos numa milícia para perseguir e executar os soldados.

A relevância do nome também se dá ao grupo organizado por Hitler em 1942, aos quais os soldados escolhidos eram batizados de WerWolf, lembrando que em muitos casos, Hitler chama a si mesmo de Wolf, e podemos encontrar no nazismo várias outras conotações referentes aos lobos, como o Wolfsschanze, grupo da Frente Oriental nazista que significa ao pé da letra “Toca do Lobo”.


Os planos da Operação WerWolf, ordenada pela SS era juntar grupos de milícias que trabalhassem de forma secreta, por trás da linhas inimigas, sendo que essas unidades não trabalhariam de forma uniformizada tal comoas demais, eram apenas treinados para realizar operações clandestinas, além de organizar e instruir as outras forças.

A WerWolf possuia cerca de 5 mil membros, tanto da SS como da Juventude Hitlerista, que possuiam treinamentos específicos para táticas de guerrilha e infiltração. Essa Operação foi tão longe que chegou a abrir empresas de fachada para garantir sua estabilidade no local ao qual investigavam.

Em pouco tempo, a WerWolf passou de operacional ao terrorismo, porém  até hoje não conseguiram provar de fato os seus atos terroristas, mas alega-se que várias instituições foram destruídas por eles no pos-Guerra, sem contar as centenas de assassinatos ocorridos que poderiam ser diretamente ligados a WerWolf.

Vários assassinatos chegaram a ser reinvidicados, mostrando que sim, eles ainda causavam terrorismo selvagem, não só na Alemanha, mas em diversos outros países. As mortes eram anunciadas numa estação de rádio que fazia propagandas nazistas, a “Rádio WerWolf”.

Muitas organizações existiram desse tipo no nazismo, mas creio que essa, além da SS, foi a que obteve mais importância.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Wolf's Rain

O Caminho do Paraíso
Divulgação: Wolf's Rain
Wolf’s Rain foi lançado em 2003, a história se passa em um futuro pós-apocalíptico, onde os humanos vivem em cidades condenadas, cercadas por um árido deserto. Acredita-se que Lobos estão extintos há mais de 200 anos, quando na verdade eles vivem entre os homens, disfarçados como humanos para sua própria sobrevivência. Agora, quatro jovens Lobos se unem para alcançar o que as Lendas prometeram: o Paraíso.

Para encontrarem o Paraíso eles seguem o cheiro da “Flower Daughter”, uma garota que é prisioneira de um laboratório humano até que ela é sequestrada por uma figura misteriosa. Sem cheiro dela para guiá-los, os Lobos decidem resgatá-la.

A “Flower Daughter” foi criada num processo alquímico pelas famílias nobres dos humanos. Ela é a chave para revelar o caminho do Paraíso, um lugar onde os Lobos dominam. Ela é atraída para os Lobos como os Lobos são atraídos por ela. No entanto, as famílias nobres também procuram, pois elas desejam descobrir seus segredos.

Existem vários Lobos infiltrados nessa sociedade humana. Alguns perderam a vontade de procurar pelo Paraíso, outros são rebeldes e líderes de gangues. Isso explica o por que de tantas lutas e sangue derramado entre os próprios Lobos, e claro, entre os humanos.

A qualidade gráfica da série é bem vibrante e emocionante, enquanto a música tem um “feeling” de anos 80. Os quatro Lobos principais têm nomes que fazem parte de um Lobo: Kiba (Presa), Tsume (Garra), Hige (Patas), Toboe (Uivo).

Os personagens têm alguma característica que os torna um pouco “aliens”, não parecendo ter a mesma gama de emoções que os humanos, o que é bastante sensato considerando que eles não são humanos. Por outro lado, essa característica deixa o anime um pouco a desejar em relação a exposição dos sentimentos dos personagens principais.

Wolf’s Rain é um anime dramático que nos dá uma visão diferente do comum. Por isso, vale a pena conferir!

Espero ter atendido prontamente a solicitação do leitor Kiba.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Husky Siberiano - Quase Lobos


O Husky Siberiano é uma raça vinda do nordeste asiático, mais precisamente da Rússia e foi desenvolvida pela tribo dos Chukchi que treinou a espécie para ajudá-los a sobreviver no clima congelante, os pequenos cães puxavam os trenós pesados com seus donos e os levavam à regiões onde poderiam obter alimento ao seu povo, assim assegurando a sobrevivência do homem no local.

A característica que fez com que os animais fossem mais fáceis de sobreviver ao inverno siberiano foi justamente o seu pequeno porte, pois assim ele consumiria menos energia, além de ser mais leve e bem mais veloz sobre a neve.

Os animais da raça eram um símbolo de respeito e fé para os povos, a propósito, acima de tudo era o Husky que garantia a sobrevivência de todos da tribo.

Tempos depois, os Huskies foram levados ao Alasca para ajudar as populações que sofriam no frio. Seu dever era levar medicamentos e mantimentos aos habitantes que ficaram isolados numa grande tempestade. Devido à  esse fato, tornou-se muito famoso o cão Balto, metade Husky e metade Lobo, que liderou uma matilha de cães para buscar medicamentos  para conter uma epidemia de difteria que assolava as crianças da cidade de Nome no Alasca. Uma estátua do animal foi erguida no Central Park – Nova Iorque, em forma de agradecimento e respeito por seu ato de bravura em percorrer mais de 1600 km.
Foto de Balto

A raça em si é bastante ativo, inteligente e perfeito para o trabalho em grupo. Pode ser um tanto perigoso para donos menos acostumados, pois ele facilmente pode inverter a hierarquia e acabar por comandar o humano.



Pedido de post atendido prontamente!

                                                                Arcanjo Lycan


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fome do Lobo


Noite de Lua Cheia.
Uma boate escura.
Copos de Tequila.
Musica alta,
dança,
Fragrâncias excêntricas,
Corpos se esfregando.
Desejo Animal,
Banheiro Vazio,
Pernas abertas,
Abaixa o zíper,
Levanta a saia...
Gemidos...
Sussurros...
Uivos...
Fome!
Do teu corpo,
no meu.
Das tuas unhas,
nas minhas costas.
Da tua boca,
No meu sexo.
Da minha língua,
No teu sexo.
Da tua pele,
colada na minha.
Meu sexo,
no teu sexo.
Minha fúria,
a te devorar,
sem me saciar.

Autoria: Desconhecida


Ps.:  Adoro poemas e sempre tive um grande interesse por poemas eróticos e sinceramente, esse é muito bom, num clima incrível, intenso e sem dúvidas minha menina vai curtir muito... Esse também vai pra ti minha Linda...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Isso é tão...

... Incrivelmente Legal ... Mãe! Eu quero uma matrioska de Lupino! Quero quero quero!

Ps.: Matrioskas ou Mamuskas são brinquedos russos que tratam-se de personagens que são guardados dentro um do outro. Podem existir tanto versões masculinas como femininas do brinquedo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saiyajins - Lobisomens do Espaço!





Esses caras fizeram boa parte da minha infância, lembro-me de correr da escola para casa, justamente para que não perdesse sequer a abertura de Dragon Ball.

Uma raça de guerreiros alienígenas altamente bem treinados e violentos, muito parecidos com os nossos espartanos. Os saiyajins são nativos do Planeta Saiyajin (Saya no original em japonês, e eles deviam se chamar Sayanos se a tradução fosse correta) e costumam mandar seus bebês mais “fracos” para outros Planetas (como a Terra) para que eles destruam as raças inferiores.

O que aproxima os Saiyajins de nós Lupinos é a capacidade de transformação, além da presença da cauda (inexistente nos lupinos atuais) e o envelhecimento retardado. Vegeta mesmo cita que o motivo que os leva a envelhecer devagar é que seu corpo, a medida que o sangue de guerreiro vai aflorando, torna-se mais jovem para poder lutar mais.

A existência da cauda dá-se ao fato de que somente com ela é que são capazes de se transformar no Oozaru (Grande Macaco), além da cauda, outro ponto importante é que eles precisam da Lua Cheia para transformar-se. Quando transformados, os saiyajins não perdem a consciência (exceto Goku e Gohan que são saiyajins do bem e retomam a crueldade escondida em suas mentes).

A transformação ocorrer porquê quando o Sol reflete sua luz na Lua, ela por sua vez reflete para o Planeta os “Raios Blutz” (let’s Google) que são absorvidos pelos guerreiros (com cauda), permitindo a transformação. Alguns saiyajins, como Vegeta, são capazes de criar uma Lua com seu KI para alcançar a transformação em Oozaru.

Além dessa transformação, os saiyajins conseguem chegar ao nível 4 de poder (Super Saiyajin 4), onde tem quase todo o corpo recoberto por pêlos (exceto o peitoral, rosto e mãos) e chegam  níveis altíssimos de força.

Ps.: Eu sei que macaco é macaco e que lobo é lobo (lembrei até de uma música do Falcão “homem é homem, menino é menino...”), mas é apenas uma diferenciação da espécie e a propósito, eles são alienígenas, tem que haver alguma diferença conosco!

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“Vermes insolentes... Eu sou o Príncipe dos Saiyajins!”
“Eu sou calmo e meu coração é puro... Pura MALDADE!”
Vegeta

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Naruto – O Lycan Ninja de Nove Caudas



Naruto é uma série de mangás que trata da vida do jovem Naruto, que dá o nome à série. Ele vive na Vila Oculta da Folha, uma das centenas de vilas ninjas do País do Fogo, ainda bebê ele teve aprisionado em seu corpo o espírito da Raposa de Nove Caudas (Kyuubi no Youko) que foi criada para punir os homens que fossem muito ruins.

 A Raposa foi selada ao corpo de Naruto e devido este selo, ela tornou-se bastante rebelde e um tanto desobediente, tanto que ela pouco e preocupa com o rapaz, mas teme, pois, se Naruto morrer ela morre junto com ele.

Assim, sempre que Naruto encontra-se numa dificuldade, ela libera seu chakra para salvá-lo,  a medida que ocorre a liberação do chakra, Kyuubi vai liberando suas caudas, quando conseguir liberar as nove caudas estará totalmente liberta de Naruto.

Quando as caudas vão aparecendo, Naruto vai tomando a forma da Raposa, fica como se houvesse um manto de pêlos sobre seu corpo, o que acaba deixando danos físicos ao garoto, fazendo seu corpo ficar mais e mais debilitado.

Ao libertar oito caudas, os músculos da Raposa encobrem todo o corpo de Naruto e ele assume a forma física da Kyuubi, uma imensa Raposa.